Painel mostra como ampliar a participação de energia renovável na siderurgia

A redução da emissão dos gases que provocam o efeito estufa é uma preocupação global e, no Brasil, não é diferente. Desde 2007, durante a Conferência Mundial do Clima, na Dinamarca, o governo brasileiro assumiu o compromisso de reduzir as emissões de CO2 em 38% até 2020.  Para tanto, além do controle das queimadas, o mais grave problema ambiental, os esforços tem sido buscados junto aos setores produtivos intensivos de energia, como a siderurgia.

Algumas soluções, como aumentar a participação do carvão vegetal nos altos-fornos e nas Aciarias para a produção do aço, serão apresentadas no IV Painel do Ferro Gusa Verde, que integra a programação do 40º Seminário de Redução de Minério de Ferro e Matérias-primas e do 11º Simpósio Brasileiro de Minério de Ferro.

Os eventos, promovidos pela Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração – ABM, ocorrerão de19 a 22 de setembro, no Dayrell Hotel & Centro de Convenções, em Belo Horizonte (MG).
 

“Serão discutidas práticas já conhecidas no passado, mas que podem ser reavaliadas e, adequadas para utilização pelo setor”, diz José Henrique Noldin Júnior, gerente técnico daTecnored Desenvolvimento Tecnológico e coordenador do Seminário de Redução. Ele enfatiza: “São propostas de soluções que não residem no campo da teoria e sim de experiência consolidada, com resultados positivos em termos técnicos, econômicos e ambientais”.

O engenheiro abrirá a programação no dia 20, às 10h30, dando um panorama sobre os objetivos do painel que tem foco no tema "O aumento da participação de energia renovável - via carvão vegetal - na siderurgia brasileira".

O setor guseiro, que em menos de uma década deu um grande salto, saindo da operação artesanal para a incorporação de tecnologias inovadoras, como injeção de finos, cogeração de energia e limpeza de gases, entre outras, tem importantes contribuições para a siderurgia e para o País”, acredita Noldin.

Utilizando esta rota, que é única no mundo e totalmente limpa (proveniente de florestas plantadas), a siderurgia brasileira, de acordo com Sérgio Scherer, consultor e sócio da Minitec – Minitecnologias, pode se tornar uma referência mundial. “Temos conhecimento, experiência, tecnologia e engenharia”, enfatiza ele, que falará sobre ‘Metalização da carga de Altos-fornos com gusa verde’ e ‘Asaciarias LD/BOF operando com uma maior participação de gusa verde’. 

"Grande parte da siderurgia brasileira opera com 100% de carvão importado, ou seja, energia importada, mas uma parcela significativa pode ser substituida por energia nacional renovável, via carvão vegetal", complementa o engenheiro. Em 2008 foram produzidas no Brasil 10,45 milhões de toneladas de carvão vegetal, sendo 8,55 milhões de toneladas pelos produtores independentes e 1,9 milhões em usinas integradas a carvão vegetal.

O IV Painel do Ferro Gusa Verde contará ainda com a palestra deOnofre Alves Batista Júnior, procurador chefe da Advocacia Geral do Estado de Minas Gerais, que discorrerá sobre o temaA livre concorrência e a sonegação fiscal’.

Ainjeção de finos de carvão vegetal nos AFs a coque’ será abordada pelo engenheiro Paulo Afonso de Faria Gomes, diretor do Grupo Queiroz Galvão, seguida da palestra ‘Vantagens do uso do carvão vegetal como energia renovável na siderurgia’, pelo engenheiro Rodrigo Valladares, diretor Comercial da Viena Siderúrgica.

O 40º Seminário de Redução de Minério de Ferro e Matérias-primas e o 11º Simpósio Brasileiro de Minério de Ferro contarão ainda com cursos, apresentação de trabalhos acadêmicos e cases empresariais, palestras, mesa-redonda, exposição e visitas técnicas.

Fonte:

Assessoria de Imprensa ABM
Publicação: 20/09/2010

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