
Todo o pavilhão é pré-programável em sintonia com o evento. O palco muda conforme as necessidades e as características dos espetáculos e o interior pode ser "fechado" com um sistema de planejamento que melhora o conforto e alteram a dimensão dos dois recintos (a sala Atlântico e a sala Tejo).
Cada uma das traves de suporte da cobertura mede 150 metros. O maior vão das "costeletas" laterais é de 114 metros. Para montar a estrutura foram necessários 11 600 parafusos e cavilhas, feitos 250.000 furos, gastas 180 toneladas de cola e 680 toneladas de aço.
O Atlântico conseguiu conjugar a concepção estética aos mais modernos conceitos de poupança energética, eficácia de gestão e qualidade ambiental. A climatização do edifício é feita na zona das cadeiras (é daí que sai o ar a baixa velocidade) e não do teto do pavilhão, o que aumentaria o seu consumo.
Uma parte significativa do edifício fica abaixo do nível do solo. Esta opção reduz o impacto térmico e permite dar ao pavilhão, no exterior, uma escala humana. A orientação do edifício, no terreno, foi pensada para aproveitar as horas de Sol no Inverno e as sombras no Verão.
É utilizada a água do Tejo para o pré-arrefecimento do ar. Comparando com uma destinada aos mesmos objetivos, mas na qual não tivessem sido respeitadas as preocupações ambientais, o Atlântico tem uma economia de energia da ordem dos 36 por cento no Inverno e 63 por cento no Verão.
A alta tecnologia ao serviço do saber e da criatividade. A utilização da informática na simulação do comportamento da madeira permitiu alcançar resultados excepcionais na concepção do Pavilhão Atlântico. Foi possível obter uma estrutura mais leve do que a sua equivalente em concreto, mais resistente ao fogo e aos efeitos sísmicos, com baixos custos de manutenção e boas características térmicas e acústicas.
Os materiais usados na construção do Pavilhão Atlântico garantem um elevado grau de segurança contra incêndios e efeitos sísmicos.
As salas de espectáulos têm uma iluminação natural e difusa. A entrada da luz natural faz-se também sentir na circulação periférica, ou seja, no chamado "deambulatório", zona de entrada e circulação do público para acesso às portas de entrada nas arenas da sala Atlântico e da sala Tejo.

O espaço principal do Pavilhão Atlântico tem uma capacidade permanente de 8.000 lugares sentados, variável até 10.700 lugares através da utilização da bancada retrátil. Em situação de concerto, com a utilização da arena para o público, a capacidade poderá ascender a 16.500 pessoas.
A arena dispõe de uma área útil de aproximadamente 5.200 m², o que possibilita uma grande variedade no tipo de ocupação (concertos, espetáculos desportivos, congressos, etc.).
A Sala Tejo dispõe de cerca de 500 lugares sentados permanentes e de instalações de apoio próprias e de qualidade, com um excelente espaço útil ao nível da arena, num total de aproximadamente 2.200 m² ( o equivalente a três campos de basquetebol em paralelo).
Este espaço pode ser utilizado de forma autônoma ou complementar da Sala Atlântico, sendo também adequado a vários tipos de eventos.

Acima Hall de Exposições ampla zona aberta, permitindo a colocação de stands/ expositores, situada no hall da entrada principal, com uma área superior a 2.000 m² e Passadiços Técnicos: Passarela que percorre toda a área da cobertura e tem como finalidade facilitar o acesso à mesma, por questões de segurança, manutenção e fixação de material inerente aos mais variados tipos de eventos.
