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Acústica Ecologica
Será que Acústica Ecológica existe?

Será que vale inventar este termo?

Enfim, nosso objetivo aqui é analisar a possibilidade de utilizar tecnologia de ponta, acrescida de elementos naturais e residuais, para atender uma questão crítica que envolve a acústica na produção arquitetônica. E mais: vamos considerar as soluções conjuntamente com o conforto térmico, paisagismo, impermeabilização e com o que mais se apresentar.

Vamos analisar os pisos dos espaços de coberturas de edifícios residenciais, destinados a lazer de uso coletivo, principalmente buscando atender as expectativas diversas de nossos clientes, de uma forma coerente, correta e sustentável. Para o usuário do último pavimento tipo, o ruído de impacto na cobertura e os arrastos correntes não podem tirar seu sossego, como também as irradiações térmicas (via seu teto) não podem se constituir em desconforto. Da mesma forma, as goteiras são indesejáveis.

Já para os usuários da área de lazer é sempre prazeroso habitar espaços com jardins, explorar ambientações bucólicas (por que não?) em substituição aos espaços áridos revestidos com pedras ou materiais cerâmicos em toda sua extensão. E quando as pavimentações se fizerem necessárias, sejam em áreas cobertas ou descobertas, que não se constituam em pesadelos para as nossas consciências acústicas, térmicas, etc.

Vamos analisar agora, técnica e financeiramente, a forma mais corrente que temos experimentado para tais espaços de coberturas de uso coletivo:


As impermeabilizações usuais das lajes de concreto armado se fazem conforme as mantas asfálticas, emulsões, enfim, películas plásticas sobre superfícies previamente regularizadas, requerendo posterior proteção mecânica sobre alguma camada separadora (a proteção mecânica não deve ser aplicada diretamente sobre tais películas sob pena destas últimas furarem e comprometerem a estanqueidade à água);
A título de proteção térmica e proteção acústica, é comum a adoção de uma camada separadora sobre as mantas à base de poliestireno extrudado, requerendo na seqüência uma base flutuante mais espessa que uma proteção mecânica convencional, estruturada no mínimo com telas metálicas; e poucos são os construtores que têm a preocupação de desconectarem essas bases flutuantes nos seus perímetros, minimizando assim a transferência dos seus processos vibratórios;
O carregamento estrutural básico e o custo desta produção com a preocupação exclusiva de impermeabilização, consiste em:
O carregamento estrutural acrescido com a preocupação dos aspectos térmicos e acústicos usualmente consiste em:
A título de viabilizar jardins em toda a extensão das áreas de lazer de uso coletivo em coberturas de edifícios, adotando a primeira alternativa constante da planilha 1, uma camada de 30cm de terra úmida (2000Kg/m³) em substituição às camadas separadora e de proteção mecânica, protege muitíssimo bem térmica e acusticamente o último pavimento tipo, mas o carregamento estrutural do conjunto (767,20 Kg/m²) eleva os custos de produção a patamares proibitivos:

1. Os custos de produção e o carregamento estrutural constantes da 4ª planilha de avaliação são mais atraentes do que o constante na 3ª planilha, além do que:

(*) impermeabilização de vida útil muito superior às convencionais (mínimo de 15 anos), ecologicamente correta quando o excedente superficial é biodegradável;
destinação apropriada às garrafas pet, anulando seus efeitos nocivos ao meio ambiente;
proteção térmica adequada ao último pavimento tipo dos edifícios, obtida com aumento substancial da inércia térmica sobre a laje (garrafa pet, terra e grama);
menor contribuição para o aquecimento das nossas cidades (maior absorção das irradiações térmicas pelo sistema grama/terra);
proteção acústica a ruídos de impacto e arrastos por adoção de base elástica apropriada (garrafas pet) apoiando também apropriada base flutuante estável e com características elásticas (terra e grama), tudo sem qualquer conexão rígida nos perímetros (geradoras de pontes acústicas de transferências dos processos vibratórios).
2. Apesar da sobrecarga estrutural maior, necessária para a adoção da planilha 4 contra a planilha 2, com conseqüente aumento do custo da produção da estrutura portante de concreto armado, ainda assim, na grande maioria dos casos, esta diferença orçamentária tem se mostrado integralmente absorvida para a adoção do constante na planilha 4.
Fonte: Vibranews
Data de publicação: 03/02/2012