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Protegendo o Aço com o Zinco e Dez Boas Razões para Galvanizar a Fogo
Galvanização a Fogo
Uma das características principais do Projeto da Companhia Níquel Tocantins (CNT), ao invés do uso do sistema convencional de pintura, foi à opção pela completa galvanização a fogo da estrutura, pelas empresas B. Bosch. Mangels e Fogal, o que deu um aspecto diferenciado, além da excelente proteção contra a corrosão

Para o engenheiro Jose Roberto Piagentini da Votorantim Metais, a galvanização a fogo desta obra foi adotada em função da efetiva e duradoura proteção à corrosão que a mesma propicia aliada a outras vantagens quando comparada com os esquemas de pintura.

"A imersão das peças de aço no zinco líquido forma um revestimento de zinco e ligas de Fe + Zn aderente e tenaz com excelente resistência a corrosão. Somam-se a esta vantagem outros aspectos extremamente convenientes que contribuíram pela adoção desta solução, tais como: menor custo de manutenção; maior durabilidade; maior confiabilidade em função do melhor controle durante o processo de galvanização; maior capacidade de recobrimento em superfícies de difícil acesso (cantos vivos, fendas); manutenção da espessura de revestimento em cantos e bordos e facilidade de inspeção durante o processo", explica.

Executada pela Metasa, a obra caracteriza-se por dois galpões geminados em arco com vão livre de 60 metros e 100 metros de comprimento; pé direito de 8.0 metros e altura central de 18 metros, além de um anexo com cobertura em uma água.

Segundo José Eliseu Verzoni, diretor da Metasa, as empresas galvanizadoras cumpriram o prazo, atendendo às necessidades da obra.

Com área total 13.106 m2, o Projeto CNT teve a cobertura realizada em telha ondulada (galpões em arco) e telha trapezoidal (anexo) galvanizadas a fogo.

Ficha Técnica:

Galpão de Estocagem de Minério
local: Niquelândia (GO)
Cliente: Companhia Níquel Tocantins
Inicio da Obra: Julho 2005
Final da Obra: Novembro 2005
Chapas: Cosipa
Laminados: Gerdau Açominas.
Fornecedor das estruturas metálicas: Metasa S/A Fornecedor civil: Construplan
Cálculo Metálica: Joaquim Sasaki
Coordenador Projeto e fabricação: Márcio Prauchner Coordenador Montagem: Flavio Fabri
Dez Boas Razões para Galvanizar a Fogo

1- Custo inicial competitivo

Em diversas utilizações, a galvanização a fogo, por ser um processo industrial altamente mecanizado, tem um custo inicial menor do que os outros revestimentos anticorrosivos.

2- Menor custo de manutenção

O custo inicial baixo e a durabilidade fazem com que a galvanização seja o meio mais versátil e econômico para se proteger o aço e o ferro fundido, por longos periodos, contra a corrosão atmosférica.

Nos equipamentos ou nas estruturas localizadas em áreas de difícil acesso, montadas de forma compacta ou ainda com restrições quanto à segurança (ex.: torres de eletrificação), o aumento dos intervalos de manutenção reduz os custos decorrentes desta operação e da interrupção de serviços. Em muitos casos, a galvanização torna a manutenção até desnecessária, mas, quando ela é indispensável, sua execução se faz sem pré-tratamentos complexos.

3- Durabilidade

A durabilidade dos produtos galvanizados é diretamente proporcional à espessura do revestimento de zinco e, inversamente, à agressividade do meio ambiente. Ela costuma atingir 10 anos em atmosferas industriais, 20 anos na orla marítima e, freqüentemente. mais de 25 anos em áreas rurais.

4- Confiabilidade

O processo de galvanização é simples. direto e totalmente controlado. A espessura (massa) do revestimento formado é uniforme, previsível e de simples especificação. (NBR 6323)

5- Rapidez do processo (e de utilização)

Com a galvanização a fogo, pode-se obter um revestimento completo sobre uma peça em alguns minutos, enquanto que por outro processo seriam necessárias horas ou dias. (As modernas linhas de zincagem contínua. por exemplo. produzem, no ritmo de 500 m2/min, chapas com excelente qualidade de revestimento.)

Logo após a galvanização, a peça está pronta para ser utilizada, sem exigir preparação da superfície. retoques ou pintura.

6- Tenacidade (resistência) do revestimento

O processo de imersão no zinco fundido produz um revestimento unido metalurgicamente ao aço pela formação de camadas de liga Fe-2n e Zn.
Nenhum outro processo de revestimento apresenta esta característica que confere ao produto galvanizado umagrande resistência à avarias mecânicas durante a manipulação, estocagem, transporte e instalação.

Além disso, a dureza do revestimento faz com que ele seja particularmente adequado em aplicações onde a abrasão poderia ser um problema.

7- Cobertura completa

A imersão da peça no zinco faz com que toda a superfície da mesma seja revestida - superfícies internas, externas, cantos vivos e fendas estreitas nas quais a proteção por outros processos seria impossível. Somando-se a isto, a galvanização mantém a espessura do revestimento nos cantos e bordas, o que não ocorre em outros processos.

8- Protege de três maneiras

O revestimento produzido pela galvanização protege o aço de três maneiras:
A) o revestimento de zinco sofre uma corrosão ambiental mínima, sob ação do meio ambiente, o que proporciona uma vida longa e previsível;

B) o revestimento é corroído preferencialmente fornecendo uma proteção catódica (de sacrifício) para as pequenas áreas da peça expostas ao meio ambiente devido, por exemplo, ao esmerilhamento, cortes ou danos acidentais. Se o revestimento for riscado, os sulcos são preenchidos por compostos de zinco formados pela corresão ambiental, os quais impedem que o metal base seja corroído;

C) quando a área danifica da for extensa, a proteção catódica do zinco impede que a corrosão se propague sob o revestimento.

9- Facilidade de inspeção

O produto galvanizado pode ser facilmente inspecionado. A natureza do processo é tal que, se o revestimento parece contínuo e perfeito, ele realmente é. Além disto, a espessura do revestimento pode ser facilmente verifica da a qualquer momento, através de equipamento magnético ou por testes não destrutivos. (NBR 7.397, 7.398, 7.399, 7.400)

10- Versatilidade de Aplicações

. Tubulação Industrial
. Estruturas Metálicas
. Telecomunicações
. Eletrificações
. Urbanização
. Material Ferroviário
. Ferragens
. Tubulação Residencial
Fonte: Artigo publicado na Revista Construção Metálica - Edição 72 - ABCEM
Data de publicação: 07/01/2010