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O que é Rigging?
Rigging é uma palavra de origem inglesa que possui vários sentidos, uma das traduções mais comuns é cordame ou corda assim por vezes a nomenclatura é empregada para indicar a ação de içar, levantar coisas por meio de cordas ou cordame.

Mas não é só isso. O termo está presente em diversas profissões na atualidade, assim temos os riggers na computação gráfica; na montagem de cenários e shows para eventos e em muitas profissões.

Em nosso setor de trabalho que é a construção civil o termo rigging é usado para se referir à ação de içar e movimentar peças pesadas, cargas e equipamentos de grande porte no canteiro de obras, sejam em residências ou em obras de maior porte.

Assim temos os:

Engenheiros de Rigging ou Engenheiros de Içamento, como são chamados os e.
engenheiros civis que fizeram cursos e treinamentos específicos para que se tornem especialistas na área.
A correta operação envolvendo operações de cargas pesadas é fundamental
O bem da verdade existe disciplinas ministradas nos cursos de Engenharia Civil que contemplam certos conhecimentos específicos necessários para a especialização do profissional, mas não são suficientes para preparar o profissional que objetiva lidar diretamente com as atribuições de um rigger no seu cotidiano laboral.

Temos o supervisores de rigging que é o profissional que comanda a operação de içamento elaborada pelo RIGGER, ou seja, irá interpretar o plano e coloca-lo em prática.

Sinaleiros de guindaste ou Rigger é o homem de campo (Sinaleiro) é o responsável pela preparação da carga, execução de todas as manobras que estão planejadas no plano de içamento, assim como prestar auxilio ao operador do guindaste e ao supervisor de campo.

Trata-se de uma denominação nova no mercado a uma prática antiga muitas vezes realizada de forma descuidada ou negligente o que acarreta graves problemas de segurança com elevado índices de acidentes no trabalho.
Em pesquisa na web foi obtida a informação de que no Brasil ocorre diariamente em média um a dois acidentes em diversos setores de trabalho decido à falta de cuidados relacionados à correta movimentação, elevação e içamento de cargas pesadas no canteiro de obras.

Essa alarmante estimativa fez com que as normas recebessem atenção particular e fiscalização aumentasse nos setores da economia que lidam diretamente com movimentação e elevação de cargas pesadas, notadamente o setor siderúrgico, engenharia, arquitetura, construção civil, logística, setor portuário e setor naval.
Normas Regulamentadoras:

NR-11 - Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais.
NR-18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria e Comércio

Normas Petrobras:

N-1965 - Movimentação de Carga com Guindaste Terrestre
N-2869 - Segurança em Movimentação de Cargas
Norma Transpetro:
PE-3N0-00209 - Segurança em Serviço de Movimentação e Elevação de Cargas

Normas Brasileiras:

NBR ISO 4309 – Guindastes - Cabo de Aço - Critério de Inspeção e Descarte
NBR 8400 – Cálculo de equipamento para levantamento e movimentação de carga
Análise necessária:


A movimentação de cargas exige uma análise apurada, cálculos, planejamento na elevação, técnicas de amarração, análise de materiais empregados, pesos e medidas, enfim são procedimentos complexos que exigem muita expertise do profissional.
Planejamento do Rigging:

O planejamento é fundamental para que seja realizado o procedimento correto de movimentação das cargas no local de trabalho, para isso é necessário um estudo minucioso, técnico.

O rigger deverá proceder a diversos estudos e cálculos complexos, principalmente em equipe, engenheiros especialista em fundações, engenheiros de segurança das obras, engenheiro especialista em estruturas e o supervisor de rigging.

No planejamento estuda-se também melhor opção custo-benefício e a melhor forma de executar o projeto.

• Memórias de cálculo
• Desenhos técnicos
• Análises das condições do solo
• Análises da ação do vento
• Estudos da carga a ser içada,
• Estudo das máquinas disponíveis e dos
seus acessórios.
• Verificação da resistência do terreno
• Análise da resistência de carga para o
içamento
• Análise para capacidade de suporte do
guindaste.
• Estudo e análise de dispositivos
especiais.
• Estudo dos equipamentos empregados.
Plano de Rigging

Um recurso de planejamento trata-se de um documento onde podemos ver cálculos, desenhos, orientações, dados financeiros, tudo que falamos acima.

O desenho do plano de rigging deverá conter no mínimo as seguintes informações
necessárias à execução de operação:

1. Definição do guindaste.
2. Configurações do guindaste (lança, contrapeso, jib, cabos, moitões, etc.,).
3. Acessórios (estropos, manilhas, balanças, esticadores, madeiras, dinamômetro,
etc.).
4. Raio de giro.
5. Posição da peça e do guindaste.
6. Capacidade do guindaste na situação
proposta.
7. Peso da peça e acessórios.
8. Providências adicionais (ex.: acompanhamento topográfico, guinchos, “mats”,
etc.).
9. Folga (%) capacidade em relação à
carga.
Acidentes mais comuns:

O acidentes mais comuns são as queda de cargas entre outras, estes podem ser ocasionados por diversos fatores e na maioria dos podem ser evitados se certos cuidados forem seguidos.
As quedas das cargas transportadas podem ser devido às seguintes situações:

1. Rompimento de cabos ou cintas.
2. Rompimento de pontos de pega.
3. Rompimento da embalagem.
4. Dimensionamento inadequado do equipamento de movimentação da carga.
5. Mau acondicionamento da carga.
6. Ventos fortes ou recalque do terreno.
7. Imperícia do operador.

Outros riscos devidos são às condições ambientais adversas podem ser devidos vento, chuva, cortes no terreno.

Executar as movimentações das cargas seguindo as instruções do plano de rigging específico para cada trabalho, objetivando sempre, a total segurança das operações, seja para pessoal, equipamentos ou materiais é a principal forma de evitar acidentes e prejuízos nefastos.
Para garantir que o plano seja cumprido são realizadas inspeções periódicas.

Inspeções

Todos os equipamentos e dispositivos empregados na movimentação de carga serão deverão ser inspecionados.

Guindastes

o Todos os guindastes e guinchos que chegam à obra deverão sofrer inspeção no ato do recebimento, conforme o respectivo plano específico de manutenção;
o O plano de manutenção da contratada proprietária do equipamento, deverá ser rigorosamente cumprido.

Empilhadeiras

o As Condições Mínimas de Segurança são:
o Efetuar com as empilhadeiras somente os serviços autorizados pela supervisão;
o Todos os controles da máquina devem ser testados antes do início dos trabalhos.
o Antes de cada jornada de trabalho, o operador deve verificar as níveis de óleo, de combustível e de água na bateria e no radiador, se há algum vazamento.
o O estado dos suportes, garfos, cabos de aço, correntes, etc.;
o Se os freios e dispositivos de frenagem estão em bom estado;
o Se a empilhadeira está devidamente lubrificada;
o A existência do extintor de incêndio da empilhadeira e sua condição de uso.

Nas operações de levantamento de cargas, propriamente ditas devem ser observados os seguintes pontos:
Movimentação de Cargas Pesadas

o Estudo criterioso das características da máquina, da carga a ser levantada e dos estaiamentos quando necessário.
o Os guindastes só poderão ser operados por pessoal treinado, habilitado e.
devidamente autorizados.

o Rigorosa manutenção dos guindastes.
o Inspeção regular dos cabos de aço.
o Toda área de operação deverá ser
isolada e devidamente sinalizada.
o Somente iniciar a movimentação, após
se assegurar que a carga está bem amarrada.
o Somente movimentar cargas, com a
máquina adequadamente patolada e aterrada;
o Não se deve movimentar a máquina, com
cargas suspensas.
o Sempre que necessário, uma equipe de segurança do trabalho acompanhará as operações de levantamento de cargas, especialmente no içamento de peças pesadas.
o Os sinais convencionais serão feitos por uma única pessoa devidamente treinada e identificada previamente pelo guindasteiro (rigger).
o Os levantamentos de cargas pesadas devem ser evitados em dias chuvosos ou com ventanias.
o O operador da máquina deve ter contato visual e verbal com o sinaleiro.
o Todos os levantamentos, que por sua natureza sejam demorados, devem ser iniciados tão logo comecem os trabalhos do dia, de modo a terminar antes de anoitecer.
o Ninguém deve subir na carga em levantamento, permanecer ou transitar sob a mesma.
o Todo serviço de movimentação e levantamento de cargas deverá conter uma Programação de Trabalho, fornecida pela Coordenação de SMS.
o As movimentações de carga devem ser feitas precedidas da APR e da PT.
o Nas movimentações de carga, deve ser utilizado um “cabo guia”, para evitar o balanço e guiar a carga durante o içamento.
Movimentação de Cargas Leves

Nessas operações podem ser empregados diversos tipos de equipamentos como:

o Carrinhos: São os equipamentos mais simples. Consistem em plataformas com rodas e um timão direcional. Possuem vantagens como baixo custo, versatilidade, manutenção quase inexistente.

o Paleteiras: Carrinhos com braços metálicos em forma de garfo e um pistão hidráulico para a elevação da carga (pequena elevação). As paleteiras podem ser motorizadas ou não.

o Empilhadeiras: Podem ser elétricas ou de combustão interna (verificar ventilação). São usadas quando o peso e as distâncias são maiores (se comparadas com o carrinho), as mais comuns são as frontais de contrapeso.

o Guindastes: Utilizados em pátios, construção pesada, portos e oficinas de manutenção. O veículo pode ser motorizado ou não. Opera cargas não palatizadas, versátil, alcança locais de difícil acesso, mas apresenta a desvantagem de exigir espaço e ser lento.

o Plataformas de Carga e Descarga: utilizadas no recebimento e na expedição de mercadorias, facilitando o trabalho. Geralmente são fixas.
Redação : Equipe Portal Metálica - Lia Gonzaga.
Data da publicação: 15/12/2015