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Estações de Transferência em São Paulo
O Conceito

A concepção do Projeto das Estações de Transferência para o Sistema Integrado de transporte da Prefeitura de São Paulo, surgiu da síntese entre a problemática colocada pela SPTrans, no caso o idealizador do sistema, e de uma ideia de projeto que procura englobar os dados do problema em uma forma unitária, redirecionando alguns conceitos pré-estabelecidos.

O conceito de modulação das estações deveria obedecer a um módulo mínimo de 8 metros, repetindo-se para as estações de 16 e 40 metros. O problema da junção destes módulos em ruas inclinadas criava “escadinhas”, difíceis de contornar.

Além das locações de Estações nos canteiros centrais das avenidas, existia também a locação das Estações nos passeios públicos, com comércios adjacentes.

Visto esses dados, decidimos que as Estações não deveriam “ter uma fachada”, mas reduzir-se a uma interferência mínima com os confrontantes. Era impossível de se solucionar os problemas levantados privilegiando o corte transversal das estações, um tanto implícito quando se fala em abrigos de ônibus.

A solução dos pórticos longitudinais colocou o problema dos módulos e das interferências com os confrontantes de uma outra maneira, criando outra maneira de executar um abrigo. A estrutura metálica dos pórticos possui estruturas transversais apoiadas sobre pilaretes redondos e travadas por perfis “I”.
Forma e Estrutura

O desenho é limpo, simples, sem elementos que colaborem para a poluição visual da cidade.
A ideia de uma casca, um abrigo, que proteja o usuário e interfira um mínimo com os elementos urbanos existentes.

A estrutura é formada por dois pórticos metálicos, paralelos, cada qual constituído de uma estrutura de 22cm de altura vencendo um vão máximo de 40 metros, com apoios pontuais de 9cm de espessura.

O pórtico é desenhado com duas curvas nas extremidades, criando a continuidade piso teto e definindo a noção de objeto estanque, tensionado, aerodinâmico: estética automobilística, imagem tecnológica.
A estrutura é leve, em conseqüência as cargas na fundação são pequenas, e as interferências com o existente, são poucas e maleáveis.
Modulação/Flexibilidade

O objeto foi tratado em seus elementos mínimos: a viga do pórtico possui altura e largura total de 26,7cm (com acabamento) e comprimento variável conforme as necessidades: a modulação tomada como referência foi “o modulor” de Le Corbusier, principalmente para o mobiliário.

Este conceito de modulação foi trabalhado para a definição de um módulo básico pequeno, em centímetros, podendo ser ampliado (somado) conforme as necessidades.

Desta modulação obtemos flexibilidade na largura e no comprimento das estações, combinando necessidades de fluxo e interferências com a infra-estrutura existente, solucionando com o conceito do projeto sua implantação em passeios estreitos dos corredores comerciais.
Materiais/Acabamentos

A estrutura em aço foi pensada para a produção em série. dos elementos complexos do projeto, as curvas, são idênticas, qualquer que seja o tamanho da estação. A vedação superior é constituída de chapa metálica nervurada, recebendo uma pintura de base cerâmica para a proteção térmica.
Os forros são em chapa perfurada, modulares, formando um sanduíche onde temos o isolante acústico.

Nas laterais dos abrigos, placas de policarbonato transparentes tratados anti abrasão instalados na parte superior aumentam a proteção do usuário e fornecem um suporte para a comunicação visual.
Os pisos adotados são ladrilhos hidráulicos e pisos podotáteis, permitindo a continuidade dos passeios existentes com baixo custo.
Custo/Montagem/Manutenção

O processo de implantação é de extrema agilidade, podendo as peças vir acabadas de fábrica, e apenas instaladas no local: maior controle de qualidade e rapidez de execução.

Toda a parte central (longitudinal e transversalmente) da estação é livre e suporta a convivência com árvores, caixas de piso e outras infra-estruturas existentes.

O desenho das estações foi pensado de modo a facilitar sua manutenção, sua geometria propicia a auto-limpeza através das chuvas sobre sua “carroceria”, a concepção dos módulos de forro em peças modulares permitem agilidade no acesso às instalações.
Detalhes da Estrutura
Ficha Técnica

Projeto Arquitetura
Arquitetos Jupira Corbucci & Marcelo Barbosa
Colaboradores: Cesari V. Da Silva - A. Carlos Rossi Jr - Carlos A. Rivera - Luiz F. F. Crepaldi - Fábio Mosaner - Ana Cecília S. P. De Mello
Estagiários: Lia M. B. Oliveira - Marcela R. Batista
Informática: Alexandre Kishimoto

Projeto Estrutura Metálica
Ernesto Tarnoczi Jr. S/C Ltda.

Projetos Complementares
Projeto Instalações Elétricas: Formato
Projeto Instalações Hidraulicas: Shoji Habada
Projeto Estrutura Concreto: Gepro Engenharia
Projeto Comunicação Visual: Zol Design

Consultoria
Consultoria Fundações: Ms Engenharia S/C Ltda.
Consultoria Conforto: Schaia Akkermann Acústica
Consultoria Luminotécnica: Stúdio Ix
Consultoria Impermeabilização: Proassp
Quantitativos/ Orçamento: Nova Engenharia
Data de publicação: 28/10/2009