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Terminal Campinas: Obra traduz o esforço da Engenharia
Dos primeiros trabalhos de fundações da nova rodoviária até a colocação das últimas lâmpadas, detalhes de acabamento e pintura, foram gastos 14 meses, que significaram aproximadamente 420 dias de muito suor dos operários e aplicação de várias práticas de engenharia, tecnologias da construção civil, máquinas e equipamentos

Apenas na área da construção civil, a obra empregou 300 funcionários, mas chegou a 1,5 mil trabalhadores indiretos, que atuaram em serviços terceirizados necessários na execução, como operação de máquinas e guindastes gigantescos, colocação de elevadores e escadas rolantes, entre outros tipos de trabalhos.

Pelas proporções e importância da obra para a cidade, o novo terminal rodoviário de Campinas e os prédios restaurados que integram o complexo do Terminal Multimodal Ramos de Azevedo, foram verdadeiros desafios na vida do engenheiro Nelson Bussolan, da Equipav Pavimentação, Engenharia e Comércio, empresa responsável pela execução do projeto.

Logo no início das fundações, o terreno ficou prejudicado, a terra encharcada, em forma de lama. "A solução foi a retirada de toda a camada de lama, de terra encharcada, e a substituição por pedras, por uma base de granito, conhecido como rachão. Isso garantiu sustentação e suporte. Ficou bem seguro", explicou.

Os números da obra impressionam. As equipes de trabalho utilizaram dois guindastes gigantescos de mais de 300 toneladas cada para içar as estruturas de concreto armado e as estruturas metálicas. "Cada viga de concreto tem um peso médio de 140 toneladas e esse tipo de trabalho necessitou do uso de tecnologia avançada na construção", lembrou.

Entre as técnicas aplicadas, as equipes fizeram um trabalho simultâneo de montagem no sistema construtivo, usando elementos pré-moldados, que inclui vigas e lajes. "Nas fundações, foram utilizadas estacas, que colocadas lado a lado, formariam cinco quilômetros", exemplificou.

A segurança está garantida, pois as plataformas têm capacidade para receber até 500 toneladas de carga. O uso de aço de construção também impressiona: totalizou 400 toneladas, equivalente a 500 quilômetros barras enfileiradas, a mesma distância de Campinas ao Rio de Janeiro.
Estrutura Metálica

Um dos destaques da obra é a estrutura metálica de cobertura, que tem um peso de 170 toneladas. "Primeiro, a equipe fez a montagem sobre a laje e, depois, os guindastes levantaram a estrutura, em condições de execução compatível com o prazo estabelecido", afirmou o engenheiro.

Para o pavimento interno, foi aplicado um piso de granito cinza. "Isso valoriza o prédio e tem uma condição melhor de circulação, mais conforto e mais fácil para a manutenção", disse Bussolan.

Outro detalhe que chama a atenção foi a utilização de telhas de galvalume na fachada e no fundo da rodoviária, material de construção que garante o efeito termoacústico, capaz de diminuir os ruídos de chuva e outros sons no ambiente, pois inclui lã de rocha na composição.
Agilidade

A rodoviária começou a sair do papel no início de 2007, quando a Prefeitura concedeu os serviços de execução e a administração do futuro terminal à Concessionária do Terminal Rodoviário de Campinas (CTRC) - formada pela Equipav (na construção) e Socicam (administração), empresas sediadas no município, que se uniram para investir R$ 30 milhões. O consórcio terá 30 anos para administrar, fazer a manutenção e operar a nova rodoviária.

Nessa concessão, não está incluída a obra do terminal metropolitano, que está sendo construído pelo governo de São Paulo atrás da nova rodoviária e vai abrigar os ônibus que vão operar o Corredor Noroeste, ligando Campinas a seis cidades da RMC, começando por Hortolândia.

Em março de 2007, a Equipav recebeu a ordem de serviço e os trabalhos de preparação da área tiveram início. O projeto básico de arquitetura já estava pronto e o plano executivo foi desenvolvido em quatro meses. "Enquanto isso, a equipe de operários realizou a limpeza da área, a retirada de linhas férreas desativadas e de entulhos entre outros serviços iniciais", afirmou o engenheiro da Equipav.

Tudo foi construído em um ano e dois meses, com agilidade e desempenho máximo dos envolvidos, 24 horas por dia. "Esse esforço valeu, pois os operários superaram até os fatores externos que geraram atrasos, afinal o mercado da construção civil está aquecido em todo o País e nem todos os equipamentos e materiais estão disponíveis na velocidade desejada. Mesmo assim, a obra foi realizada dentro do previsto", afirmou.
Lojas e serviços garantem conforto ao usuário

Área operacional terá 1.080 funcionários e ala comercial terá estabelecimentos de variados setores.

O mesmo sistema de atendimento utilizado em aeroportos será aplicado no funcionamento interno da nova rodoviária. Ao todo, 1.080 funcionários da área operacional, bilheterias e lojas vão atuar diretamente com o público.

O sistema foi criado para atender as 100 mil pessoas que vão passar diariamente pelos três novos terminais - nova rodoviária, terminal metropolitano (previsto para ser inaugurado em setembro pelo governo do Estado) e a estação ferroviária, que ainda não tem projeto pronto.

Para garantir o atendimento, um contingente inicial de 140 trabalhadores vai atuar na área operacional.

Mais 480 trabalhadores vão atuar nas bilheterias. Serão 60 guichês com atendimento duplo, ou seja 120 pontos de venda de passagens.
Shopping

Os usuários do terminal vão ter à disposição 38 lojas e cinco quiosques na área superior, que vão funcionar com mais 210 trabalhadores, contratados pelas empresas de comércio e serviços. A nova rodoviária terá lojas do Bob"s, Montana Grill, Casa do Pão de Queijo, Spoletto, Via Mundi, Frank"s, Quiosque da Brahma, Amigo Conveniências, Farmais, SuperNews, Tabacaria Matta Fina, Tilt Arena Games, além de lotérica, lan-house, entre outras. Ainda haverá espaço para confecção, calçados, cosméticos, perfumaria, bijouterias, lojas de CDs e DVDs, telefonia e salão de beleza.

Os valores pagos pelos investidores para cada tipo de comércio ou serviço dependem do tamanho da área, localização e ramo de atividade. A reportagem do Correio apurou que a luva para atuar em um espaço tem uma taxa de aproximadamente R$ 45 mil e que o aluguel e o condomínio juntos totalizam aproximadamente R$ 5 mil por mês.
Conforto e segurança

A estrutura física montada vai permitir conforto e segurança. Além das 40 câmeras de monitoramento, o local vai oferecer aos usuários painéis de informação de embarque e desembarque, serviço de som e relógios por toda a área interna do terminal.

A rodoviária vai contar com elevadores e escadas rolantes para facilitar o acesso dos passageiros, tanto para a área superior - bilheterias e serviços - como para a parte inferior (plataformas). O local conta também com telefones públicos e caixas eletrônicos para transações bancárias.
Translados

O novo terminal vai concentrar também as viagens feitas em translados para os aeroportos de Viracopos (Campinas), Cumbica (Guarulhos) e Congonhas (São Paulo). Com isso, o embarque e desembarque diário destes ônibus, que são realizados pela Viação Caprioli, vão deixar o Largo do Pará, no Centro.

A mudança poderá ser adotada também para os ônibus que integram os pacotes de turismo da Caprioli, porém isso ainda não foi acertado ainda entre a Prefeitura e a empresa. Ao todo, são realizados 60 embarques por dia para os três aeroportos.
Os números

100 MIL PESSOAS devem circular diariamente pelos terminais rodoviário e metropolitano;
30 MILHÕES DE REAIS foram o investidos pela CTRC na construção da nova rodoviária;
10 MIL metros quadrados de granito recobrem o piso;
14 MESES foi o tempo de execução da obra;
300 EMPREGOS diretos foram gerados durante a construção e outros 1,5 mil indiretos;
40 CÂMERAS de vigilância vão monitorar a nova rodoviária;
40 PLATAFORMAS para embarque ou desembarque;
60 GUICHÊS para a venda de bilhetes;
37 ESTABELECIMENTOS comerciais entre lanchonetes, farmácia, livraria, revistaria, lan house etc.;
400 VAGAS de estacionamento;
94 VEÍCULOS para o serviço de táxi;
23 MIL METROS quadrados de área construída;
30 PILARES de sustentação;
300 TONELADAS era o peso do guindaste que içou estruturas de concreto e metálicas;
140 TONELADAS é o peso de cada uma das 26 vigas de concreto utilizadas;
12 MIL toneladas de concreto foram usadas, equivalente a um prédio residencial de 50 andares;
400 TONELADAS de aço foram utilizadas, equivalente a 500 quilômetros de barras.
Fonte: Infomet / Assessoria de Imprensa Cosmo Online
Publicação: 09/06/2008