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O Complexo Industrial do Superporto de Açu
O Complexo Industrial do Superporto de Açu, o maior empreendimento porto - indústria da America Latina está em construção no município de São João da Barra, norte do Estado do Rio de Janeiro.

A região é estratégica para a indústria do petróleo, por ser próxima às bacias de Campos, onde também servirá de apoio como base de operação; e do Espírito Santo.

O superporto é um empreendimento logístico da empresa LLX Logística AS e de suas subsidiárias LLX Açu e LLX Minas Rio. O projeto do empreendimento é do Grupo EBX, todos do empresário Eike Batista.

O superporto, um dos maiores do Brasil, entrará em funcionamento no primeiro semestre de 2012 e deverá movimentar, pelo menos, 350 toneladas por ano, entre exportações e importações, posicionando-se como um dos três maiores complexos portuários do mundo.

O objetivo é que o Porto Açu funcione como centro logístico de exportação e importação para as regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil uma vez que fica próximo aos grandes centros do país e possibilite o escoamento de produtos através de serviços de cabotagem.
A construção foi iniciada em outubro de 2007 numa área de 130 km², o equivalente a 20% do município de São João da Barra, e é realizada pelas construtoras ARG e Civilport. O investimento é de aproximadamente R$ 4,3 bilhões, sendo R$ 1,9 bilhão provenientes LLX Minas-Rio (responsável pela implantação do terminal portuário dedicado ao minério de ferro) e R$ 2,4 bilhões vindos da LLX Açu (responsável pela operação das demais cargas como produtos siderúrgicos, petróleo, carvão, granito, escória, ferro gusa e carga geral).

O Complexo Industrial receberá usinas siderúrgicas, pólo metal-mecânico, unidade de armazenamento e tratamento de petróleo, estaleiro, indústrias e serviços de apoio offshore, plantas de pelotização, duas cimenteiras, usina termoelétrica, indústrias de tecnologia da informação, dois complexos siderúrgicos, um complexo de geração de energia, uma montadora e indústrias de autopeças, em um investimento conjunto de mais de US$ 40 bilhões nos seus empreendimentos e geração de cerca de 50 mil empregos na região.
Entenda a estrutura do Complexo

O Complexo Industrial será composto por dois conjuntos de terminais que juntos totalizam 17 km de cais. O TX1, que corresponde aos terminais offshore, e o TX2 que é um desenvolvimento do canal interno de navegação com 3,5 km de extensão e mais de 13 mil metros de cais com uma largura de 300 metros chegando a 18 metros de profundidade.
1- Minério de ferro
2- Pelotizadoras
3- Termelétricas
4- Pátio Logístico
5- Terminal de granéis líquido
6- Áreas de apoio à E&P de petróleo
7-Administração
8-Comércio e lazer
9-Siderúrgica 1
10-Cimenteira 1
11-Siderúrgica 2
12-Cimenteira 2
13-Utilidades: água, gás e esgoto
14-Indústrias de cerâmica
15-Indústrias de construção civil
16-Indústria Automobilística
17-Pólo Metalmecânico
18-Petróleo
19-Carvão
20-Produtos Siderúrgicos
21-Escória, gusa e granito
22-OSX
O Conjunto de Terminais Offshore – TX1

O TX1 contará com um cais de 3.600 metros e uma ponte de 2,9km de extensão. Com profundidade de 21 metros e expansão para 26 metros, o TX1 do Superporto de Açu terá capacidade para receber navios de grande porte, como Capesize (220 mil toneladas), CHINAMAX (400 mil toneladas) e VLCC (320 mil toneladas).

A ponte é um dos destaques da obra e foi executada com um sistema de cravação de estacas, montagem de vigas e emendas concretadas utilizando um cantitraveller, construído no Estado do Rio Grande do Sul, especialmente para obra da ponte do Porto Açu.

O cantitraveller possui uma largura de cerca de 27 metros e pesa aproximadamente 1.100 toneladas: é o maior equipamento existente no mercado.

Apoiado sobre as estacas já cravadas por ele, o equipamento avançava sobre a estrutura em construção para executar o cravamento das estacas seguintes.

Todo material utilizado na construção da ponte, concluída em março de 2010, como vigas, estacas e concreto foi produzido no canteiro de obras, porém, com a obra ainda em andamento, o foco está na finalização do píer e na construção do quebra mar, com previsão de término para o segundo semestre de 2012.
O terminal abrigará 9 berços, sendo 4 dedicados ao minério de ferro, que movimentarão até 100 milhões de toneladas do produto por ano. Os outros 5 berços serão dedicados ao petróleo e garantirão a movimentação de até 2 milhões de barris por dia.
A ponte facilitará o transporte dos produtos descarregados dos navios atracados, diretamente para o complexo industrial anexo; enquanto que o acesso entre o porto e a Cidade de Campos será feito através de um corredor logístico de 400 metros de largura e 43 km de comprimento, que contará com quatro faixas rodoviárias, duas linhas ferroviárias e área para linhas de transmissão, além de dutos de água, gás e de telecomunicações.

O corredor terá capacidade para receber até 100 mil veículos por dia e em sua plena utilização, terá uma vez e meia o volume de tráfego da ponte Rio-Niteroi.

Uma linha de transmissão de 51 km de extensão e 345 kV emitirá às usinas da MPX, que forneçam energia à matriz energética brasileira através do Sistema Interligado Nacional (SIN). O investimento para a implantação da estrutura, que possuirá 129 torres, é de aproximadamente R$ 75 milhões.
TX2

Formado por um canal onshore escavado com 3,5km de extensão, 300 metros de largura e chegando a 18 metros de profundidade, mais um cais com 13.000 metros de extensão e largura de 300 metros, além da retroárea de 80km² e acesso protegido ao mar aberto, o TX2 ainda possui um complexo industrial com toda infraestrutura para instalação das empresas do setor.
O cais do TX2 permitirá a passagem de grandes navios de granéis sólidos, produtos siderúrgicos, carvão, ferro-gusa, escória e granito, além de granéis líquidos, carga geral e veículos, também passarão equipamentos e materiais destinados ao uso na exploração e produção de óleo e gás, jaquetas e módulos para unidades offshore.

Oferecerá ainda uma área de frente ao canal interno, com 1,7 milhões de m² para ser alugado às empresas de apoio às atividades offshore de petróleo e gás.
Unidade de Tratamento de Petróleo (UTP)

A UTP do Superporto do Açu processará principalmente o petróleo das Bacias de Campos, Espírito Santo e parte da produção do pré-sal da Bacia de Santos.

O petróleo bruto chegará ao porto através de navios e seguirá, por meio dos dutos, para o setores de estocagem e tratamento em área onshore.

Nessa instalação, será possível a consolidação de cargas de petróleo cru para exportação em navios de grande porte, reduzindo os custos de frete por tonelada e agregando valor ao produto final. A consolidação de cargas e o blending serão realizados nos tanques com aquecimento e agitadores laterais ou nos sistemas de mistura in-line de petróleo.

A UTP será capaz de remover água e sal do petróleo oriundo da produção offshore, utilizando centrífugas e dessalgadoras de alta eficiência.

"A emissão da Licença de Instalação permite que o Complexo Industrial do Superporto do Açu desenvolva sua vocação de novo pólo de petróleo e gás, atendendo diretamente às Bacias de Campos, Santos e Espírito Santo", afirmou Otávio Lazcano, diretor presidente da LLX.
Cidade X

A localização da Cidade X está definida para uma área de 1.141,11 hectares da Fazenda Pontinhas. Esta área fica junto de onde foi demarcado o DISJB (Distrito Industrial de São João da Barra).

O grupo EBX definiu que a empresa Sondotécnica será a responsável pela gerência geral, supervisão e coordenação técnica dos projetos conceituais e básicos, referente à Infraestrutura da Cidade X.
A Cidade X teve seu planejamento desenvolvido pela empresa Jaime Lerner Arquitetos Associados, terá 1.470.000 m² de área com previsão de abrigar até 250 mil habitantes.

O contrato da Sondotécnica com a REX envolve a elaboração de projetos de abastecimento de água, saneamento e esgoto, alimentação elétrica, comunicação (telefonia, TV, dados, segurança CFTV), drenagem, terraplenagem, pavimentação e sinalização, proteção e combate a incêndio, gás, contenções dos canais e obras de arte, além de coleta seletiva de lixo e aterro sanitário.
Operações sinérgicas
Visando a aceleração dos processos de produção e logística, o superporto contará com operações sinérgicas de classe mundial que reduzirão os custos garantindo uma maior eficiência no processo.

O minério de ferro será recebido através de mineroduto ou ferrovia e seguirá para exportação através do porto ou será encaminhado para as próprias siderúrgicas que estarão instaladas no complexo industrial e trabalharão de forma integrada às cimenteiras.

O pólo metalmecânico receberá das siderúrgicas bobinas e outros produtos metalúrgicos. E todo carvão, que chegará pelo porto, e minério de ferro serão transformados em aço exportado pelo porto.

Os resíduos gerados pela siderurgia servirão de matéria prima para as cimenteiras que produzirão o cimento que será vendido no mercado interno e exportado pelo porto.
Acesso logístico

A ligação entre o Superporto e a cidade de Campo dos Goytacazes se dará através de um corredor logístico com 43 km de comprimento e 400 metros de largura, conectado à malha rodoviária nacional através da BR-101.

Duas alternativas estão sendo estudadas para o sistema ferroviário: a Nova Linha Mineira e a Linha Litorânea, que já existe, e fará parte da ferrovia EF-354.
Fonte:
LLX
IG Economia
Revista Grandes Construções.
EBX
Portal G1
Fotos:
LLX
Data de publicação: 06/12/2011