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Ponte JK em Brasília: Ponte do Mosteiro
Terceira ponte do Lago Sul
Um Projeto Audacioso
Inaugurada em 15 de dezembro de 2002, a obra da Ponte JK impressiona pela funcionalidade e pela arquitetura monumental que transformam o empreendimento em uma execução ímpar da engenharia brasileira. Iniciando pela arquitetura, com três arcos inspirados pelo movimento de uma pedra quicando sobre o espelho d'água, a obra se integra ao conceito de Brasília, aliando beleza e inovação. A forma estrutural adotada conta com três arcos que sustentam, por meio de estais de aço, três tabuleiros com vão de 240 metros cada um, o que representa um desafio imposto pela arquitetura e vencido pela engenharia.

O Turismo brasileiro ganha mais força com o novo monumento, que reforça a Capital Federal brasileira como ícone mundial da arquitetura moderna.

Além disso, diferentemente de todos os outros monumentos arquitetônicos da cidade, a Ponte JK se assenta em um ponto muito privilegiado do Lago Paranoá, vizinha ao Clube de Golfe e dentro do Setor de Clubes Sul, bem próxima ao Palácio da Alvorada.

A obra vai contribuir para descongestionar as outras duas pontes sobre o Lago Sul, onde o tráfego diário tem um fluxo de mais de 100 mil veículos. Além disso, a Ponte JK deve reduzir o trânsito entre os bairros que contornam a região.
A Elaboração do Projeto

A 3ª Ponte pelo ponto de vista do seu idealizador, o Arquiteto Alexandre Chan

A análise das diversas funções, a exercer pela Terceira Ponte, leva a considerá-las com importância semelhante, embora sujeitas a tratamentos propositadamente diferenciados. Pontes já são belas quando plasticamente bem proporcionadas e estruturalmente bem resolvidas. Mas aqui não basta.

Assim, sem prejuízo das funções consideradas “utilitárias”, como a orgânica, a técnica e mesmo a estética básica, vemos as demais, a monumental, a paisagística e a cultural como preponderantes na composição ambiental e formal da nova ponte , em relação às pontes comuns.

O tabuleiro a baixa altitude, em relação ao nível do espelho d’água, torna-o quase rasante sob a visão do observador que abranja todo o percurso de mil duzentos e poucos metros, reduzindo as possibilidades monumentais.
Todavia, a monumentalidade, natural em pontes com tabuleiro alto, é provida aqui pelo formato escolhido para o seu sistema estrutural e este pela opção em grandes vãos evitando um projeto de muitos pilares.

Três vãos de 240 metros, reduzirão pontos de pilares e fundações, sendo vencidos por arrojados arcos de aço que sustentam o plano único do tabuleiro por meio de estais em cabo de aço.

A audácia e monumentalidade estruturais buscam ainda a emoção máxima do usuário da ponte , quando os arcos cruzam diagonalmente, e em seqüência, o espaço aéreo do tabuleiro, apoiados em pontos opostos e formando planos inclinados com as sequências radiadas dos estais, dispostos nas laterais das pistas de rodagem.

Serão percorridos 720 metros , sustentados por três arcos de raio longo, aparentemente apoiados em quatro pontos do espelho d’água , aí produzindo reflexos inusitados.

A elegante escultura metálica das curvas em aço refletirá o sol poente em seu trajeto de direção em ziguezague. Todo o percurso do tabuleiro, em planta, será também recurvado em raio longo, com o bordo côncavo a nordeste, buscando ainda maior redução da monotonia e a variação natural da paisagem pela modificação sutil do ponto de vista em movimento.Iluminação adequada fornecerá efeitos especiais de luz utilitária e de realce à noite, destacando a leveza do conjunto monumental.

Acreditamos que o produto final, compatível com a escala e importância do Plano Piloto, extrapolará da condição de “ponte bela e eficiente, ingressando na de "emocionante escultura utilitária", objetivo de seus autores
Uma conquista de Engenharia

O arcos de sustentação da Ponte JK se encaixam diagonalmente nos pilares de sustentação produzindo esforços tridimensionais na fundação. O esforço horizontal foi o maior já encontrado em pontes pela engenharia humana, alcançando 3.500 toneladas-força. O cálculo da estrutura metálica foi realizado na Dinamarca. Alguns pilares, como o P6 e o P7, têm cada um 24 pilares verticais e 66 inclinados, para combater este esforço horizontal.

As fundações tiveram que alcançar solo estável em grande profundidade, sendo fincadas a até 65 metros de profundidade. A região de Brasília se caracteriza por apresentar camadas de solo não homogêneas, sendo 13 tipos diferentes de subsolo alguns como o quartzito, (que só não é mais duro do que o diamante), o que somado ao enorme esforço horizontal provocou um aumento considerável nas fundações, e a construção de blocos de coroamento de grandes dimensões e com maioria de estacas inclinadas.
O segundo grande desafio a ser vencido, foi a montagem dos grandes arcos, executada com a utilização de pilares metálicos provisórios que os sustentaram até estarem completos. Outros pilares provisórios sustentaram os vãos do tabuleiro de rolagem, até que os estaios de sustentação vindos dos arcos estivessem prontos.
A Construção
A Usiminas Mecânica foi responsável pela fabricação de cerca de 12 mil toneladas de estruturas metálicas, engenharia e projetos detalhados, fabricação, transporte, pré-montagem, montagem e lançamento das estruturas metálicas, inclusive dos arcos centrais.
A ponte tem seis pistas de rolamento para veículos e duas para pedestres e ciclistas nos dois sentidos, com largura total de 24 metros e comprimento de 1,2 quilômetro. Ela liga o Setor de Clubes Esportivos (próximo à Esplanada dos Ministérios) ao de Habitações Individuais Sul (SHIS).

De concepção inédita, a ponte é estaiada sob três arcos formados por vigas metálicas curvas tipo caixão.

A obra já se transformou em marco da arquitetura brasileira. Os arcos foram projetados na diagonal de cada tabuleiro, em aço SAC 50 Usiminas, com alta resistência estrutural e à corrosão.

O fornecimento da Usiminas Mecânica começou em julho de 2000 e a montagem teve início em julho de 2001. A empresa instalou um escritório e um canteiro em Brasília, e empregou, no pico da obra, 490 pessoas. Em Ipatinga, durante a fase de fabricação, mais de 380 trabalhadores também estiveram envolvidos no projeto.
Monitoramento Eletrônico

Os 51 sensores acoplados aos 48 cabos de sustentação e três no topo dos arcos da ponte, permitirão a uma equipe composta por técnicos da Universidade de São Paulo (USP) e das empresas responsáveis pela obra, a Via Dragados/Usiminas avaliar a segurança da estrutura da ponte nos próximos dois anos.
A Ponte em Detalhes

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