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Tubos em projeto Arquitetônico
O centro empresarial do aço, em São Paulo, projeto da Botti Rubin Arquitetos e João Walter Toscano, usa estruturas tubulares
O Centro Empresarial do Aço, em São Paulo, conta com características arquitetônicas que chamam a atenção de quem passa pelo local. Não apenas pela chamativa fachada envidraçada azul, mas por sua concepção estrutural de aço na organização espacial, que resultou em um edifício horizontalizado. Com projeto assinado pelos arquitetos Alberto Botti, Marc Rubin e João Walter Toscano, o edifício de 68.749 metros quadrados de área construída compreende três subsolos, dois pavimentos térreos - inferior e superior -, nove pavimentos de escritórios e um ático.

As 22 colunas de aço, de seção tubular, diâmetro de I metro, estão irregularmente, embora obedecendo a uma malha quadrada de 7,56 metros, com as externas localizadas aos pares nos vértices do edifício e as internas junto às torres de concerto e do vazio central. As colunas de aço com 55,9 metros de comprimentos recebem, juntamente com os pilares de concreto, as lajes-cogumelos dos três subsolos e dos dois pavimentos térreos partem do embasamento, ficando apoiadas diretamente sobre consoles metálicos enrijecidos.

Externamente, as colunas são ligadas entre si no topo do edifício, em toda a sua volta, por duas vigas paralelas, distanciadas de 4,3 metros, uma sobre a outra, e por transversais formadas por perfis "H" 850X850 mm.

Os pórticos são formados por esta estrutura de coroamento, juntamente com as colunas, visíveis nas fachadas, das quais pendem os tirantes que sustentam os pisos do primeiro ao nono pavimentos. Estes pisos são constituídos por quatro chapas de 450 X 37,5 mm, em dois feixes espaçados de 50 mm. Em cada vértice do prédio, as vigas inferiores dos pórticos passam pelas colunas, avançando 7,56 metros, saindo das suas extremidades duas diagonais que conduzem a carga vertical originada do tirante para o topo das colunas vizinhas.

As vigas superiores dos átrios e as colunas são travadas horizontalmente por vigas ligadas às colunas e às torres de concreto. Este vigamento horizontal mantém a altura e nível das vigas superiores externas, com sua face inferior a II centímetros da laje de cobertura do nono piso. Quatro entradas externas continuam no interior do edifício pelas vigas que interligam as quatro colunas localizadas ao redor do vazio central.
Fases do projeto: montagem da estrutura, encontro das vigas-treliça com as colunas
A Estrutura
Devido a assimetria da estrutura e a possibilidade de carregamentos desbalanceados, que podem acarretar esforços horizontais, estas vigas foram concebidas em seção caixão de 850 X 850 mm, enrijecendo, portanto, o quadro horizontal do centro e ancorando os pórticos, de cada lado da torre de concreto. Esta ancoragem, realizada por intermédio de chapas embutidas, atravessa as paredes de concreto, uma vez que a espessura de 20 cm não possibilitaria uma ancoragem direta por meio de chumbadores.

A transição do sistema construtivo metálico para o convencional acontece do piso do térreo superior para baixo, até atingir o último subsolo, na profundidade de 18,5 m, onde estão localizados os reservatórios subterrâneos de água.

A estrutura de apoio das lajes de concreto dos pavimentos é constituída de vigas-treliça, de 750 mm, cujos banzos são perfis "T" e as diagonais cantoneiras duplas de chapa dobrada, solução que permite flexibilidade para a passagem das utilidades através dos vazios.

As colunas, os tirantes e as vigas-treliça da cobertura, que fazem parte do acabamento dos elementos estruturais expostos na fachada, são do tipo cladding metálicos, e segue o contorno dos perfis com chapas de aço inox escovado, aplicadas sobre material de proteção contra incêndio.

Internamente, as vigas de alma cheia recebem tratamento de proteção contra incêndio, com 20 a 30 mm de argamassa de cimento e vermiculita, enquanto as vigas treliças têm revestimento de mantas cerâmicas sílico-aluminosas de baixa densidade e condutividade térmica, contornando os perfis com espessuras variando de 19 a 38 mm e fixadas por pinos e arruelas metálicas.

As fachadas são tratadas por sistema de caixilhos pele de vidro, utilizando vidros laminados refletivos de 10 mm de espessura, na cor azul, colados à estrutura de alumínio pelo processo structural glazzing.

(*) Texto com tópicos do livro "Edificações de aço no Brasil” de Luis Andrade de Mattos Dias
Revista Tubo & Companhia – Agosto/Setembro – 2010
Data de publicação:03/12/2010
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