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Edifício Sede do Grupo Itambé
Localizada na Vila Mariana, bairro da zona sul de São Paulo, a edificação foi construída para abrigar a sede de um grupo de empresas do ramo de administração condominial.
O projeto de André Vainer e Guilherme Paolielio - com subsolo, térreo, dois pavimentos-tipo e cobertura - destaca-se pelas soluções construtivas. Entre elas estão a estrutura mista, de concreto e aço, e as lajes do tipo steel deck.

Trata-se de um edifício horizontal de serviços (cinco pavimentos incluindo o subsolo) para alojar os escritórios de um grupo de empresas coligadas da área de administração predial.

O formato do terreno gerou uma planta praticamente quadrada, distribuindo os ambientes de trabalho por toda a periferia do edifício em torno de um grande vazio central interno iluminado naturalmente.

Dentro desse vazio encontram-se as torres de circulação vertical e sanitários em estruturas independentes (concreto). Os ambientes de trabalho são totalmente abertos, em escritórios panorâmicos, com móveis coletivos exclusivamente desenhados para a empresa.

Estes ambientes recebem luz natural, tanto da periferia, filtrada por brises metálicos ajustados para cada orientação, como pelas iluminações zenitais sobre o vazio central.

A velocidade exigida para a execução da obra direcionou a escolha das técnicas construtivas e materiais todos eles de procedência industrial de rápido fornecimento e montagem: estrutura em perfilados de aço, lajes moldadas sobre formas metálicas (steel deck), caixilharia modular e padronizada, pisos em pintura industrial autonivelante, etc.

O subsolo, a meio-nível abaixo da rua, é aberto para os recuos laterais, constituindo-se praticamente em pilotis, possibilitando o estacionamento de veículos por todo o terreno, ora cobertos e ora descobertos, ligados ao jardim.

O último pavimento, reservado à diretoria da empresa, ocupa somente parte do pavimento total, permitindo que as salas de trabalho se abram para o terraço-jardim na cobertura.

Terraço aproxima edificação do entorno urbano
Antes de instalar-se neste edifício, a Itambé ocupava diversos conjuntos comerciais na avenida Paulista.

Para viabilizar a mudança, ela realizou uma operação incomum: em vez de comprar o lote, alugou-o por longo prazo, garantindo vantagens econômicas a ambas as partes. O ramo em que atua faz com que a empresa mantenha relações próximas com arquitetos ligados ao mercado imobiliário.

Curiosamente, ela optou por contratar André Vainer e Guilherme Paoliello, que nunca haviam trabalhado nesse âmbito.A empresa solicitou uma construção simples e barata. O edifício - um "galpão empilhado", segundo os arquitetos - destaca-se pelas soluções construtivas e pelo partido. A estrutura é metálica, com pilares de seção H.
Para diminuir a vibração estrutural e como fator de prevenção a incêndios, os pilares foram "encapados" por concreto, resultando em seção quadrada.

As vigas metálicas são aparentes e as lajes, do tipo steel deck, que utilizam fôrma metálica, neste caso deixada à mostra. Todas as instalações também são visíveis e no piso foi feita apenas uma pintura sobre o contrapiso nivelado.O prédio abriga, atualmente, 280 funcionários, de quatro empresas do grupo.

O subsolo é ocupado por uma garagem, em pilotis, com luz e ventilação naturais. No térreo, a caixilharia junto à rua foi recuada, criando um terraço aberto (utilizado como área de convivência dos funcionários) e elevado em relação à via. Essa solução, que relaciona o volume edificado com a cidade, foi parcialmente comprometida com a construção de um muro de alvenaria, por solicitação da empresa de segurança.

Na área fechada do térreo ficam o recrutamento e a contabilidade. Nos dois pavimentos-tipos estão escritórios panorâmicos e, nas extremidades menores, salas de reuniões e da gerência. A direção do grupo ocupa a cobertura, ladeada por um terraço-jardim.

O layout dos interiores foi desenvolvido pela mesma equipe de projetistas e a sinalização ficou a cargo de Rafic Farah.No centro do volume, um vazio é iluminado por sheds e vidros planos. Duas torres pintadas de vermelho que abrigam circulação vertical (escadas e elevadores) e espaços servidores (copas, sanitários, depósitos) preenchem parte do vão central.

Entre os dois volumes coloridos, uma circulação liga as extremidades destinadas aos escritórios. Essa construção central possui estrutura de concreto armado, independente do restante. Largos lances de escadas interligam os pavimentos, resolvendo o problema da circulação entre os andares, que sempre sobrecarrega os elevadores em edifícios administrativos.

A fachada frontal é protegida por brises metálicos horizontais, desenhados pela equipe de arquitetos. Nas duas fachadas laterais está prevista a instalação de peças verticais para conter a entrada excessiva de sol.
Ficha técnica

Local: São Paulo, SP
Data do projeto: 2002
Data da conclusão da obra: 2003
Área do terreno: 1 882,30 m2
Área construída: 3 760,80 m2
Arquitetura: André Vainer e Guilherme Paoliello (autores); Carolina Nobre (co-autora); Nina Domingues, João Paulo Meirelles, Luciana Padroni e Manoel Maia (colaboradores)
Fundações: Fundacta
Estrutura: metálica Exata e Codeme
Instalações: Prolux
Ar condicionado: Willem Scheepmaker
Luminotécnica: Reka
Automação e sistema: Si2
Paisagismo: Arquitetura da Paisagem
Sinalização: Estúdio Rafic Farah - Rafic Farah, Mariana Lucato e Karina Aoke Construção Leopoldo Góes
Fotos: João Xavier
Fonte: CBCA - Revista Projeto Design
Data de Publicação: Abril/2004