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Shanghai Oriental Art Center: a fina flor da arquitetura
Espetacular. É essa a palavra que vem à cabeça ao admirar o Shanghai Oriental Art Center. Não só porque o centro de artes reúne salas para espetáculos entre outros espaços para promover a cultura, mas principalmente pela sua estrutura: em formato de flor, a edificação possui uma fachada em vidro e aço capaz de criar sombras e reflexos inigualáveis a cada ângulo em que se observa. Duvida? Acompanhe o conteúdo a seguir e experimente essa sensação.
Edifício-flor

Projetado pelo arquiteto francês Paul Andreu, o edifício foi concebido como uma escultura no formato de flor. A ideia é de que a obra eleve-se do chão e abra-se para o céu, como uma árvore que cresce. Sendo assim, a “edificação-flor” é composta por dois pisos subterrâneos e cinco acima do solo. São três espaços principais que dividem o Shanghai Oriental Art Center, correspondendo às três maiores pétalas. São eles: Philarmonic Orchestra Hall, com 1.979 assentos, Lyric Theatre, com 1.054, e Chamber Music Hall, com 330 lugares. Além desses espaços, o Shanghai Oriental Art Center abriga salas de exposições, biblioteca, restaurantes entre outros ambientes.

As pétalas são interligadas, porém cada uma possui as suas características. O interior de cada um dos segmentos é decorado com grandes cortinas de pedras de cores diferenciadas, suspensas nas paredes. O chão é de granito escuro e o diferencial do mobiliário é a aposta no colorido. A sensação ao percorrer o “edifício-flor” é de um passeio pela floresta.
Obra de arte

Localizado na Avenida Century, em Xangai, o Centro de Arte Oriental é um complexo cultural com uma área total de 39.964 metros quadrados, sendo sua a estrutura principal feita de concreto. O prédio é coberto e fechado por um teto único em balanço (com um único apoio) que é ligado por paredes de vidro curvo até a base.

A cobertura é estruturada em aço e revestida em Alucore® , painel colmeia composto por núcleo de alumínio em forma de favo disposto entre duas chapas também de alumínio. Com 20 mm de espessura, os painéis Alucore® foram escolhidos devido à sua planicidade e instalados a 700 mm de distância da cobertura principal, criando espaço suficiente para acomodar os equipamentos de iluminação.

A fachada é de vidro laminado incorporando folhas de metal perfuradas de densidade variada. Assim, estruturada em aço e vidro, a fachada traz uma sensação de transparência e brilho à edificação. O efeito é de metamorfose: a forma do edifício muda conforme você se move em torno dele. A decoração externa com parede de cortina de vidro e parede de cortina de pedra finaliza o aspecto de obra de arte do Shanghai Oriental Art Center.

Confira imagens da construção:
Reluzente
Durante a noite, a fina flor da arquitetura reluz: o brilho é fruto do investimento em tecnologia de ponta para iluminação. O arquiteto Paul Andreu desenvolveu um sistema de iluminação específico para o prédio. São pequenos globos iluminados que ficam suspensos, flutuando por todo o edifício: chamados de gem of light são como pedras preciosas, jóias, e a ideia é que as luzes dancem conforme a música do centro de arte.

Essa opção pelo jogo de luzes não foi por acaso. Brilhar na noite era uma das intenções do arquiteto autor da obra, já que é justamente neste período do dia que os grandes concertos e apresentações acontecem; é durante a noite que o público vai até o centro de arte apreciar os espetáculos, inclusive o próprio edifício, tornando-se, assim, também um espetáculo.

Ao ser observado de fora, não há nenhuma indicação do que seja a edificação. O mistério é proposital: a partir dos efeitos de transparência e iluminação do prédio é possível enxergar tudo o que acontece no interior do Shanghai Oriental Art Center, até mesmo as pessoas por lá circulando. De acordo com o autor do projeto, é exatamente esse movimento vivo que intensifica o brilho do “edifício-flor”.
Um espaço da natureza
O conceito todo da obra gira em torno da natureza, desde o exterior no formato de flor, até a área interna: as cortinas de pedras revestindo as paredes lembram árvores; o aço da fachada remete aos tronco dessas árvores, e o chão, como já dito anteriormente, o solo de uma floresta.

O projeto iniciou em 2000, e a construção teve término quatro anos depois, em 2004. De lá para cá, o Shanghai Oriental Art Center passou a simbolizar o crescimento das formas de arte ocidental e tradicional na China nos últimos anos. E com o intuito de continuar florescendo a arte na China o projeto do prédio priorizou espaços amplos e adaptáveis, para dar conta do crescimento do apreço pela cultura e arte oriental.
Confira as imagens do “edifício-flor”:
Ficha Técnica

Shanghai Oriental Art Center
Desenvolvimento: Paul Andreu Architecte associated with ADPi and ECADI.
Gerenciamento de projeto: Felipe Starling.
Principais Arquitetos: Graciela Torre, Roberta Affatato, Michel Adment, Hervé Langlais.
Área Total: 39.964 m2
Início: 2000
Término: 2004
Custo: € 94.2 milhões
Fonte: Portal Met@lica
Imagens: Escritório de Arquitetura Paul Andreu, ADPi e ECADI
Ano de Publicação: 2005