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A ampliação do Hospital Albert Einstein
Descubra como ficará a infraestrutura do hospital após seis anos de reforma
A unidade Morumbi do Hospital Israelita Albert Einstein está sob reforma desde 2006. As construções são parte do plano diretor da unidade que se estende até 2012, contando com um investimento de cerca de R$ 520 milhões. A última inauguração foi em junho de 2009, um prédio sustentável construído para abrigar o Centro de Medicina Ambulatorial do hospital. E de lá para cá, o que foi feito? Quais as próximas etapas do plano de expansão do Hospital? Confira na reportagem a seguir.
Auditório abre suas portas

Com inauguração prevista para o mês de setembro desse ano, o novo auditório do Hospital Albert Einstein é a próxima construção do plano diretor a ser finalizada. Nomeado Moise Safra, o auditório terá capacidade para acomodar 500 pessoas ao longo dos seus 12 mil metros quadrados. As obras foram iniciadas no começo do segundo semestre de 2009, e são de responsabilidade da Serpal Engenharia. Quem assina o projeto é a Kahn do Brasil.

Em busca da máxima proteção acústica, foram instaladas telhas metálicas na cobertura do auditório. Fornecidas pela BEMO do Brasil, as telhas são do tipo Silent Roof , que, além de garantir a proteção acústica, proporcionam também menor consumo de energia, com índice de refletância solar (SRI) 93, superior ao mínimo de 78 exigido pela certificação LEED.

Outra vantagem da aplicação de telhas metálicas é o fator impacto. Como as telhas são um produto característico do sistema construtivo industrializado, elas reduzem o tempo de construção, e proporcionam à obra mais limpeza e organização, o que reflete na interferência mínima na rotina de trabalho do hospital.

O auditório Moise Safra será utilizado para atividades de educação em saúde e eventos relacionados às festividades judaicas. Contará também com um salão para eventos e com a ampliação do Centro de Educação em Saúde Abram Szajman, que agregará mais salas de aula e mais vagas de estacionamento.
A ampliação em números

Em 2006, eram 86 mil metros quadrados compondo a unidade Morumbi do Hospital Albert Einstein. Em 2012, serão 230 mil metros quadrados, quase três vezes mais do que o tamanho inicial. Tal expansão dará lugar a três novos prédios, um auditório com capacidade para 500 pessoas, 700 leitos, 200 consultórios, 40 salas de cirurgia, 22 salas de aula e 4 mil vagas cobertas. Para tal, o Plano Diretor conta com a prestação de serviços de 30 empresas de engenharia e construção e gera cerca de 500 novos empregos.

Veja a Tabela:
Saúde é ser sustentável!
Mais do que uma reforma, a ampliação do Hospital Albert Einstein vem se constituindo como sinônimo de sustentabilidade. O plano diretor foi criado sob o conceito Green Building e segue os padrões internacionais do LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), que certifica as instituições preocupadas com a conservação do meio ambiente.

Para isso, a escolha de materiais teve como base o menor impacto ambiental possível: as luminárias consomem menos energia, as bacias sanitárias têm menor consumo de água, os vidros especiais diminuem a incidência dos raios solares na área interna, o que reduz a carga térmica no local e, portanto, há redução do consumo do sistema de ar condicionado e energia elétrica. Além disso, a água da chuva será reutilizada para irrigar os jardins.
Sustentabilidade concretizada

Parte dos conceitos já está em prática: o Centro de Medicina Ambulatorial, inaugurado em junho de 2009, consagra-se como um edifício plenamente sustentável. Desenvolvido pelos arquitetos da Kahn do Brasil, o prédio é composto por 16 pavimentos: são cinco andares subsolos para estacionamento, gerando um total de 1500 vagas, área para oito ônibus, bicicletários e vestiários. Nos outros níveis estão instaladas 20 salas de cirurgia, sete para endoscopia e andares destinados a exames, tais como tomografias, ressonâncias magnéticas, raio-x e ultrassonografia. No prédio há ainda uma ala destinada à saúde da mulher, espaço para internação e pavimento Day Clinic com 42 apartamentos.
Acompanhe as medidas sustentáveis: telhado verde, sistema de reuso de água, uso de madeira certificada, sensores de monitoramento do nível de CO2, vidros e projeto luminotécnico de alta eficiência para economia de energia, entre outras práticas que garantiram ao prédio o nível Silver na certificação LEED.

Além das práticas citadas acima, vale ressaltar que a sustentabilidade também esteve presente na construção do prédio. Controle de poluição, controle de ruídos e um programa de reciclagem de lixo, que conseguiu que 75% do material fosse reutilizado, foram medidas presentes durante toda a obra. E esta última prática esteve tão presente na execução da obra que foi instalada na área do hospital uma pequena usina de classificação e compactação de lixo reciclável.
Humanização

Outro conceito que faz parte do plano diretor do hospital é a humanização, uma preocupação com o tratamento ao ser humano, dentro do hospital. A ideia é proporcionar mais qualidade de vida para quem freqüenta o hospital, seja o funcionário, o paciente ou seus familiares.

Com base nesse princípio, foi construído um edifício-passarela de seis pisos para interligar os prédios, e, mais do que isso, facilitar o trajeto de funcionários, visitantes e pacientes aos centros de atendimento recém-criados. De aço, o edifício-passarela oferece escritórios de convênios, salão de beleza, cafés e lojas de conveniência, tudo para deixar a estadia no hospital mais confortável para os pacientes e visitantes.
Não para, não!

E vem mais por aí! O plano diretor para a expansão da infraestrutura da Unidade Morumbi do Hospital Albert Einstein prevê o término total das obras apenas para 2012. Até lá, já é possível conferir como o complexo irá ficar. Confira nas imagens.
Fonte: Portal Met@lica
Imagens: Assessoria de Imprensa Hospital Albert Einstein
Data de publicação: 03/08/2010