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Carlos Moseley Music Pavilion
New York, 1991
O aparecimento de uma forma arquitetônica verdadeiramente nova é um fato muito raro, especialmente quando a base para seu design é o resultado direto de função. Embora estruturas portáteis existissem há milhares de anos, foi só recentemente, no fim do século XX, que a necessidade de espaços para eventos ao ar livre conduziu a criação de um novo sistema construtivo associado ao avanço da tecnologia usada nas apresentações.

Poderia-ser argumentar que estruturas que não incorporam nenhum espaço fechado, não são verdadeiros edifícios. No caso do Pavilhão para Música Carlos Moseley porém, não há como duvidar da sua presença arquitetônica. Embora a forma da estrutura fosse desenvolvida para responder a um sumário que requeria um pavilhão de apresentações que pudesse ser erguido em uma diversidade de locais em apenas alguns horas, sua imagem é sem dúvida uma resposta para a necessidade de estabelecer um cenário identificável, que provoque a excitação e antecipação para o evento por vir.

Projetado para atender uma série de apresentações de verão da Ópera Metropolitana e a Filarmônica de Nova Iorque, a serem realizados nos parques da cidade de Nova Iorque, Nicholas Goldsmith desenvolveu a estrutura tendo em mente os locais específicos dos espaços verdes da cidade; porém, sua portabilidade e flexibilidade a habilitam para que seja usada em qualquer local acessível através de estradas normais.

O equipamento completo pode ser transportado em seis caminhões semi-reboques standard que provêem a base móvel para a estrutura. Uma vez no local, três dos reboques formam a base para o tripé da estrutura da qual é desdobrada uma concha de tecido translúcida. O tecido age como um amplificador de som e também como um telão para o sistema de iluminação computadorizado e as projeções de vídeo. À noite a estrutura de tripé desaparece completamente deixando visivel apenas a imagem de uma vela que cerca os artistas em forma dramática. O palco é dobrado como um acordeão para transporte e é erguida por macacos hidráulicos para uma armação de vigas de alumínio, também apoiada em berços do caminhão-reboque.

O complexo desempenho acústico criado dentro de uma sala de concertos é reproduzido por um sistema de som portátil sem igual desenvolvido por Jaffe, Holden, Scarborough. O Som do palco é apanhado através de microfones, mixado em uma barraca móvel especial e então transmitido através de rádio a vinte e quatro baterias de alto-falantes dispersados a distâncias cuidadosamente controladas. Os especialistas em acústica calcularam as demoras infinitesimais de tempo que são exigidas para produzir o som de sala de concertos, e estes são programados no sistema de reprodução para dar a impressão da reverberação que é tão importante a música clássica.

A estrutura já foi utilizada em seis series anuais e não só provou amplamente seu valor para seu propósito original, mas também para apresentações especiais com equipamento adicional feito sob encomenda .

Nesta estrutura a distinção entre edifício e máquina, se confundem. Quando desdobrada, tem um claro caráter arquitetônico, porém, seu processo repetitivo de montagem resultou em uma estratégia construtiva baseada em sistemas automáticos e semi-automáticos. Assim, a estrutura é "operada" e não "montada". Seu sucesso não pode ser diminuído pela utilização de sistemas mecânicos para fazer arquitetura, pelo contrário: é um fato que estes sistemas não obscurecem o caráter arquitetônico que eles geram.
O Sistema de transporte: a frota de necessária
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Data de publicação: 09/11/2009