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Manual de Orientação Técnica: Acrílico - Página 4 - Colas / Decoração
6. Distorção ótica

Sob o enfoque de distorção ótica, as fontes mais comuns desse efeito compreendem:

- defeitos de superfície do molde;
- contato da chapa com molde a altas temperaturas;
- aquecimento da chapa acima de 190ºC;
- molde demasiadamente frio;
- resfriamento brusco com jato de ar direto (choque térmico).

A chapa cast possui menor tendência às distorções óticas em relação à chapa extrudada.
7. Recozimento Alívio de Tensão

A mecanização severa e o estiramento durante a termoformagem induzem a tensões internas. No caso de chapas extrudadas, muitas vezes o recozimento em estufa de ar circulante do artigo moldado se faz necessário para evitar fissuramentos (crazing), principalmente quando esse artigo vier a sofrer serigrafia e/ou colagens.

Para chapas cast e extrudadas planas de mesma espessura, o tempo de recozimento é o mesmo, variando-se apenas a temperatura (85ºC para cast e 75ºC para a extrudada). O tempo estimado é um fator fixo de 2 horas acrescido de um fator variável de 0,225 horas/mm de espessura (ex: chapa de 2 mm, o tempo seria de 2 + 2 x 0,225 = 2,45 horas).

No caso das chapas terem sido dobradas ou termomoldadas/termoformadas, as temperaturas deverão ser de 70ºC e 60ºC para a chapa cast e extrudada respectivamente. O tempo de recozimento estimado neste caso será um fator fixo de 4 horas acrescido de um fator variável de 0,45 h/mm de espessura (ex: chapa de 2mm, o tempo seria de 4 + 2 x 0,45 = 4,90 horas). Em ambas as situações são importantes que a estufa seja desligada, e o resfriamento ocorra dentro da mesma de forma a evitar novas tensões por choque térmico
8. Montagem

Algumas considerações se fazem necessárias na montagem de chapas acrílicas, contemplando chapas planas ou curvadas (a frio e termomoldadas). Quer seja a montagem em suporte rígido ou em perfis metálicos de fixação (elementos de borracha butílica ou neoprene são comumente usados), deve-se sempre ter em mente que o acrílico possui coeficiente de dilatação cerca de 10 vezes o dos metais normalmente utilizados para o enquadramento. Sendo assim, é importante considerar a diferença no dimensionamento da chapa e na alocação de espaço suficiente para a chapa contrair e dilatar com a temperatura, tanto para as medidas de corte em comprimento e largura, quanto para os diâmetros dos furos dos elementos de fixação.

Vale ressaltar que a espessura da chapa deve ser suficiente para resistir aos esforços em serviço, tais como pressão exercida pelo vento ou aquecimento resultante das inversões térmicas do ambiente (nesse ponto a uniformidade de espessura da chapa extrudada garante uma performance homogênea da chapa em relação aos esforços solicitantes).

Para curvar as chapas acrílicas a frio, recomenda-se um raio mínimo de curvatura de 200 vezes da espessura da chapa cast e 300 vezes da chapa extrudada (sentido da extrusão), a fim de evitar que as mesmas fiquem sujeitas a esforço permanente e excessivo, que com o decorrer do tempo poderia desencadear trincas e fissuras, especialmente se entrarem em contato com agentes químicos.
9. Colas

9.1. Colagem

A chapa acrílica pode ser colada com solventes ou adesivos, criando uniões fortes, transparentes e de longa duração. A força e a aparência da união dependem do cuidado e da habilidade com a qual o procedimento é feito. Evite pressionar as peças que são coladas. Se a superfície a ser colada possuir um corte limpo, nenhuma preparação adicional é necessária. Se a superfície que será colada apresentar imperfeições, será necessário lixar ou fazer algum outro tipo de acabamento até deixar as áreas perfeitamente planas e no esquadro (a 90º). Não polir as superfícies que serão coladas, pois isso causará um arredondamento na superfície, diminuirá a área de contato e acarretará num fissuramento nas partes polidas da união.

Remova a proteção (papel ou filme) da área que será colada. É recomendado proteger a superfície próxima a área de colagem com uma fita adesiva que não sofrerá dano pelo solvente ou adesivo usado na colagem (certifique que a aplicação desta fita esteja correta, apertando a mesma na peça, não deixando espaço para evitar que a cola infiltre). A fita deve ser retirada após ter sido feita a colagem. Use solventes como cloreto de metileno, dicloreto de etileno, tricloro-etileno, clorofórmio ou acetona.

Precações para trabalhar com solventes:

- sempre trabalhar em ambiente ventilado;
- não fumar no local (solventes são inflamáveis e de alta volatilidade);
- proteja a pele do contato direto (o uso de óculos de segurança é recomendável).

9.1.1. Tipos de união

Podem ser feitos diferentes tipos de união. Essas uniões podem ser obtidas por meios mecânicos ou colando com adesivos. Os tipos mais comuns de uniões podem ser observados pela Figura 22.
9.1.2. Métodos de colagem

Dependendo do tipo de união, da forma da peça, do volume produzido e da resistência a esforços, pode ser utilizado um método ou outro para colagem. Os principais métodos são:

- Capilaridade;
- Imersão;
- Técnica de adesivos polimerizáveis.

9.1.2.1. Capilaridade

É a ação do solvente ou adesivo de baixa viscosidade que escoa entre as superfícies que serão coladas. As superfícies devem ser fixadas corretamente usando uma seringa hipodérmica, pipeta ou um recipiente com bico estreito. O adesivo ou solvente é aplicado sobre um extremo que irá cobrir toda a área que será colada. Uma vez que o solvente tenha sido aplicado, escoará por capilaridade.
9.1.2.2. Imersão

A borda de uma das peças é submersa no solvente de 2 a 3 minutos. Para realizar este procedimento use uma bandeja não muito profunda de alumínio, aço inoxidável, aço galvanizado, vidro ou polietileno.

Coloque dentro da bandeja uma malha de metal ou plástico para prevenir que a borda da chapa toque o fundo. Assegure-se que a bandeja esteja nivelada e despeje o solvente, cobrindo uniformemente a malha metálica. Depois coloque a borda da peça na bandeja até que este toque a malha e segure-a com um suporte ou com as mãos enquanto é mergulhada. O tempo de imersão deve ser suficiente para que a borda da chapa inche.

Retire a peça e deixe o excesso de solvente pingar. Cuidadosa e rapidamente, coloque a peça sobre a parte a ser colada. Mantenha as peças juntas sem aplicar alguma pressão por mais de 30 segundos para permitir que o solvente trabalhe na superfície da outra peça e evapore. Quando as peças estiverem coladas, mantenha-as em contato, segurando por 5 a 15 minutos.

9.1.2.3. Adesivo Polimerizável

Este método é utilizado quando os outros métodos não podem ser usados porque as peças que serão coladas não se ajustam corretamente ou porque a área é difícil de ser colada. O adesivo é diretamente aplicado com um recipiente de bico estreito.

Remova o filme de proteção da área que será colada e aplique o adesivo cuidadosamente com um pincel, espátula ou recipiente de bico estreito. Por proteção, coloque adesivo na região em volta da área de colagem e que deverá ser retirado após 5 minutos, quando o adesivo ainda está fresco. Cuidadosamente, coloque o adesivo em um dos lados da união e logo junte as peças. Mantenha-as juntas por pelo menos 10 minutos.

9.2. Técnicas específicas

9.2.1. Pistola de ar quente para plástico

Alguns termoplásticos como o acrílico, PVC, polietileno, poliestireno, entre outros, podem facilmente ser unidos e separados com uma pistola de ar quente.

Dependendo da aplicação, a ferramenta é eletronicamente ajustada para fornecer diferentes temperaturas, velocidades e utilização de diferentes bicos. A ferramenta tem um soprador de ar que pode
operar em temperaturas entre 1 a 700ºC, dependendo do tamanho do bico a ser utilizado. Desta forma, pode ser ajustada para soldar diversos tipos de termoplásticos. Sem os bicos, a ferramenta gera uma quantidade de ar suficiente para aquecer, separar ou acelerar alguma reação. Existe uma grande variedade de bicos e acessórios que podem ser adaptados para essa ferramenta em poucos segundos.

9.2.2. Ultra-som

Esse é um método de união ou processamento eficiente, rápido e limpo para peças de termoplásticos rígidos. Neste método um componente converge energia elétrica para energia mecânica vibracional em freqüências ultra-sônicas. A energia mecânica produzida pelo conversor é então transmitida através de um dispositivo de freqüência modular. Essa ferramenta acústica transfere a energia vibracional diretamente para as partes que serão unidas. As vibrações passam pela área de união da peça, onde a energia vibracional é convertida em calor de fricção que derrete o plástico. Quando esse estado de derretimento é alcançado, as vibrações param. A pressão é brevemente mantida entre as peças enquanto as partes derretidas se solidificam criando uma forte ligação molecular entre elas. Os ciclos têm geralmente menos que um segundo de duração e a união alcança a aparência do material da peça.

9.3. Guia de solução de problemas com colagem
10. Decoração

Podem ser empregadas, para o acrílico, diversas técnicas de decoração. As mais comuns são a serigrafia, a transferência a quente, a pintura com pistola ou películas de vinil coloridas. A serigrafia oferece bom brilho e estabilidade em longo prazo, enquanto que a pintura com pistola permite a rápida secagem.

10.1. Guia de solução de problemas com pintura
11. Resistência Química

O acrílico tem boa resistência a água, álcalis e soluções aquosas de sais inorgânicos. Mesmo que diluídos, os ácidos cianídrico e fluorídrico atacam o acrílico, assim como os ácidos sulfúrico, nítrico e crômico concentrado. Os solventes à base de hidrocarbonetos clorados e monômeros de metil metacrilato atacam o acrílico fortemente. A resistência química do acrílico a alguns agentes pode ser observada na Tabela 11.
12. Informações sobre saúde e segurança

Para garantir a segurança na manipulação e processamento das chapas acrílicas é importante seguir as recomendações da Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ) das chapas Acrigel® XT e CT. As FISPQ da chapa Acrigel® XT e CT podem ser solicitadas para a área de desenvolvimento de mercado e assistência técnica da Unigel Plásticos.

Texto: UNIGEL
Fonte: Indac
Data de publicação: 22/11/2011
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