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Sinduscon-MG apresenta os balanços da Construção Civil e da economia em 2018

Para a construção civil, 2018 ainda não foi o ano da retomada. O setor registrou a quinta queda consecutiva em seu PIB, com expectativa de fechamento em -2,4%. Dado justificado pela estimativa de maior crescimento da economia nacional que também não se consolidou. Prevista para crescer 2,7% neste ano, pesquisas indicam que a economia encerrará 2018, em 1,3%. Os dados demonstram um histórico já conhecido: se a economia do País fica debilitada, o setor da construção sofre as consequências.

As informações são do balanço anual do setor, divulgadas nesta segunda-feira (17), pela Assessoria Econômica do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) durante coletiva de imprensa. A entidade também apresentou informações sobre o desempenho da Construção Civil no Brasil e em Minas Gerais, o cenário econômico nacional, a avaliação do mercado imobiliário, com os dados das cidades de Belo Horizonte, Nova Lima, Betim, Contagem e Santa Luzia, o financiamento imobiliário com informações sobre o Minha Casa Minha Vida (MCMV) e o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), o índice de confiança do empresário da Construção Civil no estado e as perspectivas para a economia nacional e a construção em 2019.

De 2014 a 2017, o PIB da construção apresentou queda de 25,8% no País, enquanto a economia nacional, neste mesmo período, registrou redução de 5,20%. O ano de 2018, entretanto, iniciou com uma perspectiva de alta de 2,7% do PIB nacional. Entre os fatores que justificavam o dado, constava a expectativa da aprovação da reforma da Previdência, que não se concretizou e comprometeu o desempenho da economia nacional, segundo o presidente do Sinduscon-MG, Geraldo Linhares Júnior. “Como a reforma não foi aprovada, a economia foi se mantendo enfraquecida, e em maio, a greve dos caminhoneiros contribuiu para debilitar ainda a confiança dos empresários e consumidores. As incertezas e turbulências em relação às eleições contribuíram para que os números de 2018 fossem perdendo dinamismo. Em função disso, a economia caminhou, mas a passos mais lentos do que os aguardados inicialmente”, avaliou.

Mas, se por um lado, as expectativas de crescimento não foram consolidadas, a construção registrou números positivos na geração de empregos. Em todo Brasil, foram gerados 82.097 postos de trabalho com carteira assinada nos primeiros 10 meses do ano. Em Minas Gerais, foram contabilizadas 28.393 novas vagas neste período e na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), foram 20.556. A capital mineira também se destacou do restante do País e foi a que mais gerou empregos na Construção Civil , sendo o saldo de vagas no período de janeiro a outubro de 2018 igual a 18.478. Para se ter uma noção, a segunda colocada em geração de empregos na construção foi Curitiba, com saldo de 2.594 vagas no mesmo período. Quando se analisa os dados sobre geração de empregos por segmento, percebe-se que a construção de edifícios foi responsável por 35,36% das vagas geradas no País e quase 50% em Minas, RMBH e BH.

Números que podem ser ilustrados pelo expressivo lançamento de unidades residenciais nas cidades de Belo Horizonte e Nova Lima se comparados os anos de 2017 e 2018. Em janeiro a outubro de 2017 foram lançados 1.600 unidades. No mesmo período desse ano, os lançamentos foram de 2.285, correspondendo a um crescimento de 42,81%.

Apesar do crescimento, nos primeiros 10 meses do ano, o número de unidades vendidas ainda foi superior às lançadas, o que provocou uma redução do estoque disponível para comercialização. De janeiro a outubro foram vendidos 2.740 apartamentos novos nas cidades de Belo Horizonte e Nova Lima, número 26,38% superior ao registrado em igual período do ano anterior, com 2.168.

O estoque apresentou redução de 10,08% passando de 4.644 apartamentos disponíveis para comercialização em outubro de 2017 para 4.176 em outubro deste ano.

Já o número de empreendimentos lançados apresentou redução de 5,45%. Isso significa que enquanto de janeiro a outubro de 2017 foram lançados 55 empreendimentos, em iguais meses de 2018 foram 52. Como o número de unidades lançadas foi maior em 2018 do que em 2017 pode-se concluir que, neste ano, os empreendimentos lançados possuíam maior número de apartamentos.

Segundo o vice-presidente da Área Imobiliária do Sinduscon-MG, Renato Michel, os dados demonstram que o mercado imobiliário inicia uma reação positiva para 2019, mas que ainda pode sofrer impactos negativos caso seja aprovado o Projeto de Lei 1.749/15 referente ao novo Plano Diretor da capital. “Temos um estudo que comprova que, caso o novo Plano Diretor de Belo Horizonte seja aprovado como está, ocorrerá um aumento final médio de 30% no valor final dos imóveis. Impacto não somente para o bolso do consumidor, mas para o setor que precisa vender, para investir em novos negócios, e assim, gerar novos empregos”, avalia.

 

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