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Construção em aço: obra rápida, produtiva e sustentável para o cliente

Escolha do aço foi primordial para reforma de pousada em Goiás, que continuou recebendo hóspedes durante todo o período da obra

Já imaginou realizar obras em curto prazo, com pouca produção de entulho e sem prejudicar a rotina do cliente? Foi o caso da reforma feita na Pousada do Rio Quente, em Goiás. A obra (criação do prédio de entrada principal e de uma passarela), realizada pela empresa Irontec, modernizou ainda mais a pousada que, durante todo o período da reforma, continuou recebendo hóspedes.

Quem conta os detalhes é o engenheiro civil Cezar Mortari, diretor técnico da Irontec Construção Metálica e vice-presidente do Sinduscon-GO.

1 - Conte um pouco do projeto da nova entrada da Pousada do Rio Quente. Quanto o aço foi importante nesse processo?

O projeto estrutural metálico conduzido pelo engenheiro (Ângelos Katopodis) foi extremamente fiel ao idealizado pelo arquiteto (Fiuza). Tanto no caso do prédio da entrada principal como a nova passarela, o conceito foi usar e abusar das curvas - e isto conduziu o raciocínio instintivamente para a solução estrutural em aço. Então, as estruturas metálicas foram a melhor resposta às intenções do arquiteto.

2 - Qual foi o tempo de execução da obra e a maior dificuldade?

O prédio da entrada consumiu 40 dias de fabricação e 40 dias de montagem (incluindo o telhamento) e a passarela 20 dias de fabricação e 15 dias de montagem (incluindo a laje em Steel Deck). Na verdade, a complexidade é trazida pela curva, conduzindo a perfis soldados curvos e tubos calandrados. Mas havia um agravante: no edifício da recepção nada era simétrico: nenhum pilar era igual ao outro, nenhuma viga de cobertura tinha repetição. Na passarela, todos os 16 pilares eram diferentes entre si, os raios de curvatura mudavam na evolução do caminho. Exigiu o máximo de destreza e atenção de toda a equipe. E vou dizer: esta obra somente foi possível com este prazo e assertividade por ter sido projetada na plataforma BIM. Os assembladores da IRONTEC (empresa responsável pela obra) trabalhavam com o computador aberto na modelagem 3D lá no chão da fábrica. Foi uma experiência estimulante para o nosso time. E as telhas térmicas foram calandradas em vários raios diferentes.

3 - A utilização do aço foi um pedido do cliente ou partiu da própria empresa?

O pedido veio de ambas as partes. A grande protagonista na Pousada do Rio Quente é a água e os empreendedores quiseram uma identidade visual dos prédios com o espírito do negócio. E a curva lembra a onda, que lembra a água.

4 - Entre os benefícios da construção em aço, quais você destacaria?

No caso específico desta obra o grande ganho foi a identidade visual e o prazo. O complexo todo recebe milhares de turistas diariamente, então o prazo de execução era crucial para o sucesso, já que os transtornos da obra tinham que ser drasticamente mitigados. A questão de ser uma obra mais limpa, com muitos equipamentos e poucas pessoas envolvidas também foi muito importante. Deve-se ressaltar que o uso de tecnologias mais secas e pré-fabricadas na construção gera ganhos na imagem do empreendedor, já que estamos falando de menor agressão ao meio ambiente e mais pontos nas certificações LEED. Ressalta-se que geramos uma quantidade próxima a zero de entulhos, confluindo aos interesses do empreendedor, que busca um convívio harmônico com a natureza.

5 - Na sua opinião houve, nos últimos anos, uma melhora no uso deste material na construção civil no Brasil? E em Goiânia, o processo é mais acelerado?

Com certeza, o uso das estruturas metálicas na construção ainda tem muito o que melhorar. Não existe país algum que tenha enriquecido e que não tenha migrado dos sistemas construtivos convencionais para os sistemas industrializados. Não há outro caminho, haja vista que temos a necessidade urgente do aumento de nossa produtividade na construção civil. Em Goiânia tivemos vários momentos de uso intenso da construção metálica: a execução de novos shoppings e expansão dos existentes; academias; atacados; supermercados e mesmo edifícios comerciais de andares múltiplos. Os dois atuais shoppings em execução (Megamoda e o Galo Premium) são metálicos. A fachada da expansão do TRT, a nova academia do Clube de Engenharia e muitas outras obras também.

6 - É difícil achar mão de obra qualificada para este tipo de projeto?

A mão de obra de nosso segmento é treinada pelas próprias empresas, com importante apoio do sistema S, em especial o Senai. Assim, não temos tido problemas pois temos programas contínuos de treinamento e de formação de equipes. A região metropolitana de Goiânia e Anápolis está se consolidando como um importante polo metal-mecânico no país. Nossas empresas também investiram muito em mecanização e automação. Já podemos executar obras de qualquer nível de complexidade.

7 - Você acredita que falte, nas universidades, um ensino mais profundo sobre os sistemas construtivos industrializados?

Sim, absolutamente. Temos uma terrível deficiência nas nossas academias. Há uma lentidão inadmissível para as mudanças nos currículos e na maneira de ensinar, especialmente nas escolas públicas. O ensino de sistemas industrializados não chega a 100 horas/aula na maioria das escolas, menos de 3% da carga horária da engenharia civil. A realidade é que o engenheiro chega ao mercado tendo que aprender fazendo e, isso, além de indesejável, é extremamente caro para as empresas. Mas, tenho conversado com o professor Edward Madureira e Haroldo Reimer da UFG (Universidade Federal de Goiás) e da UEG (Universidade Estadual de Goiás), respectivamente. É evidente o esforço deles na melhoria do ensino, mas também é necessário destravar as amarras da burocracia estatal. No setor público tudo é complicado. Mas, sou otimista. Imagino que as novas gerações vão resolver isso.

 

Veja aqui outro caso de uma rede hoteleira em que o aço foi protagonista da construção.

Saiba mais: você sabia que estruturas metálicas podem reduzir até 40% o tempo de uma construção? Acesse aqui.

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