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Trabalho nas Alturas
Uso de cinto de segurança tipo pára-quedista é obrigatório em todos os tipos de andaimes.
Estudo prévio de sistema de andaimes deve considerar altura de trabalho, velocidade de execução e de locomoção

As quedas são as principais causas de morte na construção civil brasileira. O motivo, sozinho, é mais do que suficiente para justificar a atenção que se deve ter com o planejamento da montagem e utilização de andaimes em obras.

Entretanto, não apenas aspectos de segurança são levados em consideração pelos estudos prévios de sistemas de andaimes: em obras de médio porte, por exemplo, a análise minuciosa de vantagens e desvantagens dos sistemas disponíveis - geralmente andaimes fachadeiros x balancins - freqüentemente resultam em economia no orçamento da obra.

"Com um projeto de andaimes, o construtor vai ter tranqüilidade quanto à boa execução do serviço", afirma Antônio Roberto Barata, do escritório de projetos Worker Engenharia. A NR-18, norma regulamentadora de segurança na Construção Civil, exige que o dimensionamento dos andaimes e das estruturas de sustentação e fixação seja realizado por profissionais legalmente habilitados. Dessa forma, por mais simples que seja, a montagem de andaimes não pode ser realizada de forma empírica pelos trabalhadores, sem o conhecimento técnico necessário que o trabalho exige.

E o que consta de um bom projeto? Primeiramente, a definição do sistema a ser utilizado na obra. Em serviços externos - nas fachadas, por exemplo -, as melhores opções de andaimes podem variar, entre outros, de acordo com a altura do edifício, com a necessidade de velocidade de trabalho ou com a quantidade de trabalhadores necessária. Os andaimes podem ser os fachadeiros, apoiados no chão, ou suspensos (manuais e elétricos), atirantados em estruturas na cobertura do edifício.

Regra geral, os andaimes fachadeiros são a melhor opção para edifícios baixos - até 8 m -, e os balancins (como também são chamados os andaimes suspensos), para trabalho em alturas maiores. "O custo do aluguel inviabiliza o uso em obras mais altas", explica o professor da Escola Politécnica da USP, Ubiraci Espinelli Lemes de Souza. Mas a presença de entraves técnicos na obra pode mudar o jogo. "Quando a cobertura não permite a instalação do sistema de fixação dos balancins, optamos pela especificação de andaimes fachadeiros", afirma Barata.

Ao se trabalhar nesses andaimes, é obrigatório o uso, pelos trabalhadores, de cinturão de segurança tipo pára-quedistas. Mas o risco, nesse caso, não reside tanto na resistência dos operários à utilização do equipamento quanto na correta instalação do sistema. É comum - e errado - que o cinturão seja fixado ao próprio andaime ou em sua estrutura de fixação.
Fonte: Obra24Horas
Data de publicação: 07/01/2010