A fabricante de carvão e cobre Xstrata confirmou que foi consultada pela corretora de matérias-primas Glencore para uma operação de fusão entre as duas empresas. Caso fechado, o negócio pode ultrapassar os 62,5 bilhões de euros e, se concretizado, criará a quinta maior empresa da indústria de minérios cotada em bolsa, atrás apenas da BHP Billiton, Vale, Rio Tinto e China Shenhua Energy.
Sediada na Suíça, a Glencore, que já detém 34% da Xstrata, tem um mês para confirmar sua intenção, já que precisa fazer um anúncio até o dia 1º de março próximo, de acordo com as regras de fusões e aquisições do Reino Unido.
Atualmente, a Xstrata é avaliada pelo mercado em cerca de 40 bilhões de euros (descontando o que já é detido pela Glencore, a avaliação 26,3 bilhões de euros). Já a Glencore apresenta capitalização de 36,2 bilhões de euros, sendo que, a capitalização conjunta, totaliza 62,5 bilhões de euros.
Esta não é a primeira vez que se fala na fusão: a Glencore está tentando se unir a Xstrata há cinco anos. A maioria dos analistas considera a união maios valiosa. "A Glencore, sendo dominante das matérias-primas, e a Xstrata, forte operadora de ativos complexos, podem criar um enorme valor. Por um lado, temos um grande especialista em minérios, por outro temos uma grande perita em transações. Dois e dois somados vão dar cinco", comentou gestor Prasad Patkar.
E os investidores britânicos já começaram a responder com ânimo a notícia sobre a fusão entre as empresas, especialmente após a Xstrata confirmar a existência de diálogo. Nesta quinta, os títulos da Xstrata chegaram a subir 14% na Bolsa de Londres, após alta de 4% na última quarta-feira (1).
Já as ações da Glencore valorizaram mais de 6%, sendo que na última quarta-feira, a alta chegou a mais de 5%. Cotada também em Hong Kong, as ações da Glencore também chegaram a subir 6%, antes de serem suspensas.
As negociações podem dar uma nova imagem ao setor de minérios e um dos pontos discutidos é a liderança da empresa. Mick Davis, CEO da Xstrata, e Ivan Glasenberg, CEO da Glencore, estão ainda decidindo quais posições vão desempenhar na companhia resultante da operação. Entretanto, combinar as empresas poderá acabar por criar uma firma que já esteve junta há dez anos, antes da oferta pública inicial da Xstrata.
InfoMet / Monitor Mercantil
Publicação: 06/02/2012