Todos os tipos de superestrutura apresentados anteriormente podem usar um dos tipos de tabuleiro dados a seguir para a pista de rolagem dos veículos. Os inteiramente em aço, formando uma placa ortotrópica (placa enrijecida de aço), exigem consumo elevado de aço, tornando-se pouco econômicos para vãos pequenos e médios, mas muito usados para pontes de grandes vãos o que é vantajoso devido ao pequeno peso do tabuleiro. Os tabuleiros em concreto substituíram com vantagem os metálicos para pequenos e médios vãos, funcionando solidariamente às vigas metálicas, chegando-se então à solução adotada na grande maioria das pontes deste tipo, denominadas de Pontes Mistas. A disposição das longarinas e transversinas que vão dar suporte ao tabuleiro podem ser retangulares, esconsas ou curvas.
A ponte mista é a junção das vigas metálicas com o tabuleiro de concreto, mas para que isto aconteça é necessário a solidarização dos dois materiais. Isto é garantido por elementos de ligação, denominados Conectores de Cisalhamento.
A passarela compreende 200 metros, sendo que o vão central possui 110 metros e dois vãos extremos de 45 metros. A largura é de 5,50 metros. A superestrutura foi projetada em seção caixão
suportada por duas colunas metálicas em um único plano de estais no lado interno da curva. Construída com tecnologia de estaiamento, tem sua estabilidade garantida pelas curvaturas vertical e horizontal apoiadas em duas colunas com 42 metros de altura das quais descem os cabos que a sustentam; por isso é considerada referência internacional e é a maior do gênero no país. Esta obra vem atender às necessidades locais devido ao grande número de transeuntes no local, em torno de 20 mil pessoas por dia, onde antes havia espaço apenas para automóveis, oferecendo risco aos pedestres.
Com trânsito diário de 5 mil pessoas, a passarela agora conta com aspectos sustentáveis como telhado verde, elevadores, piso de pneus reciclados, entre outros. Foi inaugurada em novembro a primeira passarela Verde da cidade de São Paulo, localizada na Avenida Eusébio Matoso, Pinheiros. Embasada nos conceitos de sustentabilidade e de educação ambiental, a obra é uma parceria entre a prefeitura de São Paulo e o Unibanco.
Em uma passarela estruturada em aço (material 100% reciclável), já existente, foram adicionados
telhado verde, que retém as impurezas do ar e reduz o calor urbano; piso de borracha produzido a partir de reciclagem de pneus; elevadores para portadores de necessidades especiais; calçamento do entorno permeável, que colabora com o escoamento da água; coletores de recicláveis para a separação dos resíduos, dentre outros.
Aspectos de inclusão também foram pensados como piso de borracha para portadores de necessidades especiais e dois elevadores que garantirão acesso às pessoas com mobilidade reduzida como idosos e cadeirantes.
As laterais dos elevadores foram construídas com as ecoplacas, chapas planas fabricadas a partir da reciclagem de embalagens de pastas de dente.Segundo André Fakiani, diretor da Fakiani Construções, a sustentabilidade esteve presente em todas as fases do projeto e com esse intuito tem participado de programas de sustentabilidade para aprimorar e aplicar de maneira crescente os conceitos nos projetos da empresa “Na Passarela Verde, além da aplicação de materiais recicláveis e que interajam de maneira harmônica com o sistema local, é importante a questão social, ou seja, o entendimento das necessidades do ser humano como no caso da passarela em que entendemos que era fundamental a instalação da passarela provisória para que os pedestres fizessem a travessia de maneira segura nos quatro meses de obra. O projeto promete algo muito maior, realiza a ligação de duas importantes regiões e facilita o acesso das pessoas com estímulo para que utilizem o meio de transporte público”.

Contemplando diariamente mais de cinco mil pessoas que circulam pela área, a passarela foi projetada como uma calçada aérea, suspensa por 21 estais de aço apoiados numa coluna de aço autopatinável. É uma passarela estaiada. Entre os estais, o mais longo mede 53,5m e o menor 23,2m. O projeto atende às normas de acessibilidade universal, com corrimão de duas alturas, piso tátil e elevador - localizado na extremidade junto ao Parque do Povo -, permitindo a circulação de pessoas com diferentes graus de limitação física. O projeto explorou a associação entre a concepção estrutural, arquitetônica e urbanística, resultando num conjunto coerente, composto também pelos novos calçamento e paisagismo, que renovaram a paisagem local. Realizada por meio de convênio entre
Governo do Estado, Secretaria
de Transportes Metropolitanos e Prefeitura Municipal de São Paulo, a passarela possui estrutura é mista, de concreto armado e metálica. O tabuleiro é de aço autopatinável com peso total de 114 t.
O estaiamento foi executado com cabos de aço de 32 mm diâmetro. O vão livre é de 85 m de extensão
(para a passagem de caminhões com cargas especiais,
comuns na região), e o comprimento total útil de 174,13 m. A fundação foi executada em estaca raiz com diâmetros de 20 mm com capacidade de carga de 50 t. e 25 mm com capacidade de carga de 80 Ton.
Os acessos à estrutura da passarela são, do lado da estação, em concreto armado e, do lado do Parque do Povo, em estrutura de aço autopatinável.
A iluminação noturna é feita com projetores direcionados para estrutura, sendo oito deles de 1000 W, direcionados para o mastro central; quatro de 400 W, direcionados para o elevador; e quatro de 400 W, na parte inferior da estrutura. Para o acesso à rampa, a iluminação é feita por dez postes de iluminação pública.
Localizada entre os estados de Anzoátegui e Bolívar, próxima à Ciudad Guayana, na região leste da Venezuela, a Ponte Orinoquia possui uma extensão de 3.120 metros e é constituída por um trecho estaiado de 1080 m onde estão os dois vãos principais de 300 m cada – sustentados por 4 torres - e 34 vãos secundários de 60 m, em trechos contínuos com até 360 metros. Trata-se de um ponte rodoferroviária, com a pista central de 5,0 m dedicada à ferrovia, duas pistas laterais com 8,5 m de largura, para veículos e duas pistas para pedestres de ~1,0 m.
A maioria dos pilares estão apoiados sobre fundações profundas, que envolvem um total de 384 estacas feitas com camisas metálicas de 16 mm de espessura, diâmetros de 2,0 e 2,5 m e comprimentos entre 9 e 86 m. O tabuleiro é formado por uma viga caixão central com 5,0 m de largura e 5,5 m de altura, que suporta a ferrovia. As mãos francesas de 9,0 m em ambos lados do caixão suportam as pistas rodoviárias, 2 faixas de 3,6 m em cada sentido e a passagem para pedestres com 1 m. Os pilares de concreto são em seção retangular celular com 3,0 x 7,0 m e altura máxima de 41 m. No trecho estaiado, as quatro torres em forma de H possuem 120 m de altura e sustentam 44 estais com diâmetros que variam de 180 mm a 240 mm, dispostos em forma de leque.
A laje de concreto armado possui 25 cm de espessura e incorpora-se a estrutura metálica por meio de conectores de cisalhamento, formando uma estrutura mista aço/ concreto. Nos vãos típicos de 60 m os aparelhos de apoio são em neoprene fretado, com características sismo resistentes. No trecho estaiado foram utilizados aparelhos de apoio metálicos. A ancoragem dos esforços longitudinais situa-se no pilar
P28 entre os vãos de 300 m. Na etapa final da fabricação, 42 módulos foram montados/ soldados no Brasil e transportados inteiros à Venezuela.
Passarela JKTipo de solução estrutural: Chumbadores, perfis soldados, cantoneiras laminadas, tubos, parafusos completos.

Duplicação do Vão – 80 m – Ponte dos Barrageiros Fabricação e montagem: CPC Estruturas
Passarela metálica composta de 3 travessias em treliças, 2 com vãos de 43m e 1 vão de 32m, com 3 rampas de acesso compostas de 5 vãos de 12m, estrutura em perfis laminados e piso em pré-moldados de concreto armado, para a Projetec /Odebrecht.


Construção do Viaduto de Interligação das Pistas do Aeroporto Internacional de Brasília - DF




Cliente: INPE - Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais
Obra: Passarela Aço A-36
Ano: 2002



Ao todo foram 5 passarelas.
Cliente: Dersa
Execução: Sidertec
Ano: 2004
Fabricante de estrutura: perfis W e L da Açominas, material ASTM A-572 e A-36








Revista Construção Metálica - Edição nº 92 - ABCEM