Portugueses aplicarão R$ 500 milhões em reforma de estádio no Ceará

Projeto do Castelão, em Fortaleza (CE), que será reformado prara a Copa de 2014 Somague entra em consórcio para disputar licitação de obras no estádio, em Fortaleza (CE), avaliada em R$ 500 milhões.

A Somague está na corrida, em consórcio com empresas brasileiras, para a reforma do estádio do Castelão, em Fortaleza. O projeto, para o Campeonato do Mundo de Futebol, em 2014, está avaliado em R$ 500 milhões, revelou fonte oficial da construtora ao Diário Económico.

A participação da Somague neste grupo, que integra ainda as empresas brasileiras Carioca Engenharia e Fujita, é de 40%, acrescentou a mesma fonte, mas o valor do investimento a ser feito por cada parceiro ainda não foi definido.

"A participação da Somague é relevante, desde logo pelo fato de deter uma elevada experiência na construção de infraestruturas desportivas deste tipo", diz a fonte, relembrando a construção de cinco dos dez estádios construídos para o Euro 2004, como os da Luz e do Dragão.

Sobre a escolha dos parceiros do consórcio, a Somague afirma que o mercado brasileiro "é bastante blindado à entrada de empresas estrangeiras, razão pela qual a Somague tem desenvolvido parcerias com as empresas locais de referência".

Inicialmente, os prazos para as licitações se encerrariam em 1º de março, mas, em sete dos 12 estádios (incluindo o de Fortaleza), os prazos estão atrasados. A demora já suscitou a preocupação da FIFA, que quer todas as infraestruturas concluídas em dezembro de 2012.

Pioneira

A Somague é a única construtora portuguesa que assume a participação na construção de obras para os grandes eventos desportivos do Brasil. O Diário Económico contatou a Edifer e a Mota-Engil, mas fontes oficiais de ambas as empresas informaram que no momento não há projetos nesta área. Já a Martifer afirmou que poderia participar no fornecimento de estruturas mecânicas para alguns projetos.

Jorge Martins, presidente-executivo da empresa, admitiu, na apresentação de resultados anuais da empresa de Oliveira de Frades, estar de olho no mercado brasileiro: "Como não poderia deixar de ser, há um interesse nas estruturas e estádios que vão ser construídas nos próximos seis anos até aos Jogos Olímpicos".

Fonte:

Infomet / Brasil Econômico
Publicação: 08/03/2010

 

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