Produção de alumínio primário fica estagnada em 2010

Eduardo Laguna

A produção brasileira de alumínio primário fechou o ano passado em 1,536 milhão de toneladas, praticamente repetindo o volume registrado em 2009, de 1,534 milhão de toneladas.

Só em dezembro, a produção somou 127,1 mil toneladas, com retração de 1,2% na comparação com o mesmo período de 2009, quando foram produzidas 128,7 mil toneladas, de acordo com números divulgados hoje pela Associação Brasileira do Alumínio (Abal).

A entidade lembra que a Novelis anunciou no mês passado a desativação de sua usina em Aratu, na Bahia. Com isso, a produção da companhia no Brasil – que inclui uma unidade em Ouro Preto (MG) – recuou 35,4% em dezembro, na comparação anual, chegando a apenas 5,3 mil toneladas.

Em todo o ano de 2010, a Alcoa nadou contra a corrente e conseguiu ampliar em 7,5% a produção das usinas instaladas em Poços de Caldas (MG) e São Luís (MA). Ao todo, foram produzidas 350,2 mil toneladas nessas unidades.

A produção da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) – do grupo Votorantim – ficou em 472 mil toneladas no ano passado, um pouco acima do nível de 2009 (471,3 mil toneladas). Na mesma base de comparação, a Albras – subsidiária da Vale no Pará – recuou a produção em 0,6%, para 451,2 mil toneladas.

No caso da unidade da BHP Billiton no Maranhão, a produção ficou em 173,3 mil toneladas, praticamente no mesmo nível das 173,5 mil toneladas do ano anterior.

Os resultados do setor ainda foram afetados pela desativação das atividades de fundição de alumínio da Valesul, do Rio de Janeiro, a partir de abril de 2009.

Fonte:

Revista Grande Construções / Valor
Publicação: 14/01/2011

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