Cada vez mais as escolas estão proporcionando ambientes saudáveis, com condições físicas e estruturais para o estudo, colaborando para a saúde e o conforto dos alunos, fatores que refletem no aprendizado e no seu desempenho.
Em paralelo com as condições físicas e estruturais para o estudo, estão as mudanças das formas de ensino devido à tecnologia. A arquitetura escolar está passando por um processo de evolução e redefinição de conceitos para tornar-se um ambiente cada vez mais estimulante ao aprendizado de seus alunos e a serviço da comunidade que a cerca.
Na medida em que um edifício é o cenário para a atividade que nele se desenvolve, a modificação neste cenário supõe mudanças também na maneira como as atividades se dão.
A arquitetura escolar tem como objetivo criar o espaço ideal e necessário para desenvolver as atividades escolares. A experiência da criança com o ambiente escolar é sempre marcante. A escola é de fato sua segunda casa, é um lugar onde se passa grande parte do dia. Até o final do ensino médio o aluno terá passado aproximadamente 13 mil horas dentro da escola.
Segundo o arquiteto Álvaro De Lima Castro, da Lima Castro Arquitetura – empresa especializada na criação de projetos voltados para a área educacional –, a arquitetura escolar, a tecnologia e a educação são vertentes que devem evoluir juntas.
Há uma carência no mercado da construção civil de profissionais que se dediquem e sejam especializados em arquitetura escolar. "A escola tem que ser pensada de forma diferente. É um tipo de edificação por onde todos nós passamos e, convivemos diariamente com pessoas diferentes de nós por até 10 anos de nossas vidas. Por isso, quando chamamos a escola de 'segunda casa', não é um exagero. Os profissionais precisam interessar-se mais em pedagogia e educação, além da arquitetura", diz o arquiteto.
O desafio maior da arquitetura escolar é tornar o ambiente interessante, vibrante e incentivador para os estudantes de forma que eles não encarem a escola como um purgatório, apenas cumprindo a rotina escolar mecanicamente, mas, sendo realmente um lugar agradável e confortável, de fato sua segunda casa.
As escolas devem ser construídas, ou reformadas com materiais de fácil manutenção, para que a boa conservação do edifício seja um fator de estímulo para o aprendizado e auto-estima do aluno.
Todo material utilizado deve ser de boa procedência e de marcas reconhecidamente boas e duráveis. Além disso, deve-se priorizar a utilização de materiais e conceitos de sustentabilidade para ensinar às novas gerações sobre a importância do equilíbrio da humanidade com o meio ambiente.
O custo total da reforma em um curto prazo é mais caro, mas deve-se pensar em médio e longo prazo, para que a reforma não gere gastos no futuro com manutenções maiores.
Abaixo algumas tendências, dicas sustentáveis, de manutenção e de boa conservação das escolas:
A arquitetura deve dignificar seu usuário, seja ela uma arquitetura escolar, hospitalar, residencial ou rodoviária. Todos os usuários têm que ser alcançados pelo o prazer de desfrutar de um espaço e, ele não pode ser agente de discriminações, criando embaraços para a circulação de alguns. É necessário promover a acessibilidade às pessoas com deficiência nos sistemas de ensino para sua participação nas atividades esportivas e recreativas comuns, em igualdade com os demais alunos.
Os projetos de reformas e adaptações exigem um cuidado redobrado na instalação e adaptação das áreas. Seja em projetos de reforma ou construção de escolas, deve-se sempre priorizar recursos destinados à promoção da acessibilidade e inclusão de alunos especiais, permitindo assim, o convívio tranqüilo entre todos, não importando sua condição.
Abaixo algumas orientações do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para que as escolas estejam estruturadas às necessidades da acessibilidade:
A Resolução nº10/2010, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), dispõe de recursos financeiros para as escolas públicas com matrículas de alunos da educação especial inseridas no Programa Escola Acessível. O programa prevê reformas para a acessibilidade física das escolas estaduais e municipais, aquisição de material pedagógico e equipamentos.
As escolas interessadas em participar devem apresentar suas demandas de acessibilidade no Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE-Escola). Mais informações sobre o PDE-Escola podem ser obtidas no Ministério da Educação pelo telefone 0800-616161 ou pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo..
Arquiteto Álvaro De Lima Castro - Lima Castro Arquitetura