A intenção da ArcelorMittal é repassar aos clientes parte da pressão dos custos de produção a partir de julho. A ThyssenKrupp também programa para o mesmo período um aumento de preços.
O diretor executivo de Ferrosos da Vale, José Carlos Martins, também prevê um cenário de reajustes mais frequentes para o setor. "Se o mundo se adaptou a grandes variações no preço do petróleo -um insumo incomparavelmente mais importante, em termos econômicos, do que o minério de ferro-, por que não se acomodaria ao minério de ferro? Não vejo nenhuma razão para que não se acomode", argumentou.
Martins admite que o sistema de precificação adotado pela Vale, que toma como base a média de preços do insumo dos últimos três meses no mercado à vista, gerou um primeiro impacto forte. Entretanto, destaca, as próximas oscilações tendem a ser mais suaves. "O que existe hoje é um costume de muitos anos do minério ser corrigido anualmente."
Analistas de mercado também apostam em que, para se proteger das variações trimestrais do minério, as siderúrgicas vão alterar cláusulas contratuais.
Infomet / DCI
Publicação: 14/05/2010