Segundo o coordenador de reciclagem da ABAL, Henio De Nicola, o alumínio é o único produto que tem quase 100% de sua produção reciclada, gerando renda desde os coletores até as grandes fábricas. "Esta é uma cadeia que tem maturidade, pois desde o início houve esforços para desempenhar a reciclagem. Hoje há uma organização tal na cadeia de reciclagem que a
própria atividade de coleta se paga", destaca.
Conforme explica Nicola, esta atenção à reciclagem do alumínio se dá por três principais fatores: a economia de energia elétrica, da bauxita e a geração de renda.
"Para se ter uma ideia do consumo de energia na produção do alumínio primário, a mesma energia desperdiçada em sua produção é capaz de alimentar uma cidade como a de Campinas. Além disso, o fator ambiental é de extrema importância. A cada quilo de alumínio são economizados cinco quilos de bauxita, sua principal matéria-prima. A geração de renda também se destaca, uma vez que um quilo de latinha é vendido pelo coletor por R$ 2,20, o revendedor compra pelo valor de R$ 2,50 e transforma em um novo alumínio, que poderá sofrer o mesmo processo de reutilização por infinitas vezes", ressalta.
A expansão na utilização do alumínio no setor de transporte, com o intuito de oferecer maior velocidade e economia aos veículos, diminuindo até 50% do peso do veículo e aprimorando seu desempenho, é uma preocupação para a ABAL.
Segundo Nicola, para atender a esta demanda haverá uma maior produção de alumínio, mas no ponto de vista da reciclagem, "não há o que fazer" para aumentar esta capacidade, uma vez que quase a totalidade do que é produzido é reutilizado.
Sendo assim, a outra possibilidade para expansão da produção seria construir novas plantas, no entanto, o Brasil não tem condições energéticas para suprir esta nova demanda. "A solução para esse impasse é a importação. Com base nisso já existem estudos que mostram que em 2013/2014 o mercado de alumínio brasileiro será de importados", enfatiza.
Infomet
Publicação: 12/05/2010