O presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço – Inda, Carlos Loureiro, afirma que o mercado comprou aço mais do que necessário e agora precisa liquidar o produto.
Segundo dados divulgados pelo Inda, o estoque de aço por parte das distribuidoras chega a um montante recorde de 1,255 milhão de toneladas, o que corresponde a 4 meses de venda em julho.
Loureiro explica que a chegada a este recorde foi gradual, uma vez que maio o volume do estoque estava em torno de 3,3 meses de consumo, junho 3,6, saltando para o número atual.
Conforme afirma o presidente, este excesso de aço no mercado aconteceu devido aos altos investimentos na importação, negociação, que segundo ele, “é difícil controlar, uma vez que o produto externo está mais barato que o nacional”.
Para tentar conter a importação e liquidar o estoque, as usinas estariam reduzindo os preços os produtos siderúrgicos. A Usiminas teria reduzido 13% para chapas grossas, e a CSN 15% para aços revestidos.
Contudo, o presidente do Inda afirma que esta medida de redução é pontual e refere-se a lotes dos estoques das siderúrgicas, o que significa que os preços voltam a subir após a diminuição do estoque a níveis normais (2,3 meses), que ele acredita que aconteça somente em meados de janeiro.
Em função de toda esta movimentação, Loureiro também assegura que a produção do aço e as importações cairão neste segundo semestre e que o ponto de equilíbrio das importações será encontrado pelo próprio mercado que sente os efeitos do excesso.
InfoMet
Publicação: 26/08/2010