Esta residência localizada num condomínio em Suzano tem como partido principal a liberação do solo como espaço livre ligado à rua, configurando uma praça aberta a varias atividades: um abrigo para automóveis, o lazer comunitário dos moradores ou um grande estar junto ao condomínio que se integra as outras atividades do programa da casa.
O partido arquitetônico surge inicialmente de dois eixos: o longitudinal aberto sob os pilotis e, o transversal que abriga as áreas de estar e serviço da residência.
Toda volumetria foi proposta a partir de uma “caixa” suspensa que pousa sobre os pilotis, um volume fechado porém integrado ao espaço da rua num jogo de cheios e vazios que se comunicam entre si. Toda a estrutura (ou esqueleto da casa) foi executada em perfis metálicos, e a vedação em alvenaria leve ganhando com isso tempo na obra e limpeza na execução em canteiro.
A cobertura, uma estrutura treliça/espacial também metálica, ganha destaque na sua forma como um coroamento à “Caixa de morar”, assim denominada pelos seus proprietários.
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Toda a residência foi proposta numa forma de reflexão sobre a forma de abrigar, uma discussão da nova sociedade para quem estamos projetando e qual o verdadeiro e atual papel da residência contemporânea, uma resposta onde a casa solta-se no lote urbano ligada à integração entre espaço público x privado, cheio x vazio, íntimo x social.
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Uma entrada principal convida a conhecer o interior através da ligação externo/interno com a galeria de artes, uma circulação transparente onde a proprietária, artista plástica, expõe seus quadros, com isso, a recepção torna-se mutante a cada fase de seu trabalho.
Esta circulação conduz à sala de lareira, local de permanência e recepção de convidados onde o ponto central é a própria lareira em concreto liso aparente que surge de uma empena de vidro ganhando como pano de fundo um mosaico em tijolos de barro.
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A cozinha e sala de jantar integram-se à lareira num só ambiente, porém setorizados pelo material empregado no piso, ora o carpete de madeira dando a sensação de aconchego, ora o mármore travertino dando amplitude ao espaço.
Uma escada em ferro e madeira leva ao pavimento superior através do pé-direito duplo das áreas sociais; esta circulação vertical torna-se o ponto de atração dos visitantes, como uma escultura onde a preocupação do desenho chegou até ao guarda-corpo projetado especialmente para esta casa.
O pavimento superior estende-se longitudinalmente pelo terreno abrigando todo setor íntimo da casa, uma pequena sala/ateliê encarrega-se de fazer o papel de ligação entre os dois pavimentos e um solário foi localizado sobre a sala de lareira. As suítes estendem-se pelo pavilhão ganhando privacidade.