Os números do primeiro trimestre da Usiminas (USIM3, USIM5), esperados para a próxima quinta-feira (13) pelo mercado, não devem trazer grandes surpresas ou evidenciar melhoras significativas nas operações da companhia, na visão dos analistas Rodrigo Ferraz e Pedro Montenegro, da Brascan.
Assim como o Santander e a Bradesco Corretora, a Brascan não espera que a empresa divulgue dados impressionantes referentes aos três primeiros meses do ano, classificando os números como “tímidos”. “Esperamos que a Usiminas apresente uma melhora operacional no 1º trimestre, porém não tão significativa quanto a atingida no trimestre anterior”, apontaram os analistas.
Operacional
Ferraz e Montenegro projetam uma alta de 4% nas vendas da companhia na base de comparação trimestral. Essa variação deve ser impulsionada por maiores vendas no volume interno, que deve atingir 73% dos embarques totais, contra 71% no último trimestre.
Os preços, por sua vez, devem mostrar estabilidade no mercado interno e “leve melhora” no mercado externo, quando considerados em reais. Na visão da Brascan, o lucro líquido do trimestre deve ficar em R$ 360 milhões - abaixo do visto no último trimestre -, e a receita líquida em R$ 3,25 bilhões. Já o Ebitda (geração operacional de caixa) é projetado em R$ 762 milhões. Vale mencionar que, à exceção do lucro líquido, os números significariam uma melhora em todos os aspectos tanto na comparação anual quanto na trimestral.
Quanto à rentabilidade, os analistas esperam uma modesta expansão, devido especialmente a um “enriquecimento do mix mercado interno/ mercado externo”. Já em relação aos custos, a corretora não prevê pressões de custo com o carvão.
Próximos trimestres
Os números esperados no primeiro trimestre não refletem as expectativas de Ferraz e Montenegro para 2010 da Usiminas. “Continuamos acreditando que os números da companhia irão apresentar uma evolução mais significativa ao longo do ano, principalmente a partir do segundo semestre”, escrevem os analistas da Brascan.
Para eles, na segunda metade do ano a empresa se beneficiará “de forma integral” dos aumentos de até 15% no preço de seus produtos siderúrgicos anunciados em abril, além de novos reajustes que devem ser negociados nos próximos meses.
A demanda por chapas grossas também deve ser impactada “mais positivamente” nos próximos trimestres, impulsionada pela retomada dos investimentos da economia brasileira e na expansão da produção de bens de capitais vista nos últimos meses.
Infomet / Infomoney
Publicação: 13/05/2010