Seminário de Laminação e Workshop de Responsabilidade Social ABM

O gerente de Tecnologia de Materiais, Equipamentos e Corrosão da Cenpes / Petrobras, Carlos Cunha Dias Henriques, abrirá os debates da mesa-redonda 'Óleo e gás: materiais para novas aplicações - necessidades de mercado, inovações tecnológicas e tendências' que ocorrerá no próximo dia 26, dentro da programação do 48º Seminário de Laminação – Processos e Produtos Laminados e Revestidos. Promovido pela Associação Brasileira de Metalurgia Materiais e Mineração – ABM, o evento será realizado no Hotel Mendes Plaza, em Santos (SP), de 24 a 27 de outubro.

O engenheiro da Petrobras adiantou que fará um breve histórico da exploração de petróleo offshore, que enfrenta campos cada vez mais profundos e com maiores teores de contaminantes corrosivos. "Falarei um pouco dos problemas típicos dos projetos, as dificuldades específicas da laminação, com ênfase para materiais com resistência à corrosão sob tensão, controle de dureza e temperatura, e as necessidades de tubos sem costura de grande diâmetro (big bore) para revestimento de poços e de aços de maior resistência para linepipe (processo de TMCP)".

Participam dos debates da mesa-redonda: Carlos Salaroli de Araújo, pesquisador especialista Pleno do Centro de Tecnologia Usiminas Ipatinga; Celso Antonio Barbosa, gerente de Tecnologia, Pesquisa e Desenvolvimento da Villares Metals; Geraldo Alves Vargas Filho, especialista de Assistência Técnica a Clientes da ArcelorMittal; Frederic Bernard, coordenador de Projeto da Divisão de Tubos Petrolíferos da V&M do Brasil; Luis Cláudio Campos Chad, gerente de Engenharia de produtos da Confab-Tenaris; e Roberto Bamenga Guida, gerente executivo da Aperam. Hélio Rodrigues, gerente Técnico da ABM atuará como coordenador dos debates e Marcos Alexandre Stuart Nogueira, diretor de Tecnologia da CBMM, como moderador.

Entre os destaques da programação do 48º Seminário de Laminação da ABM está a palestra de abertura, dia 24, às 19 horas, a ser proferida pelo ex-ministro da Infraestrutura e reitor da Unimonte (Santos), Osires Silva. O executivo que dirigiu a Embraer, Petrobras e Varig, falará sobre 'Vida e Negócios no mundo globalizado - Inovação, competição e oportunidades'.

Nas sessões técnicas serão apresentadas aproximadamente 90 contribuições da indústria e da academia abrangendo as áreas de laminação a quente, laminação a frio, estampagem, extrusão, trefilação e forjamento, com foco em eficiência energética, operacional, econômica, ambiental e mercadológica.

Na terça-feira, 25, o momento de reflexão e descontração, será comandado pela jornalista e mestre em Comunicação, Leila Ferreira, que discorrerá sobre 'A arte de ser leve'. No dia 27 está programada visita técnica à planta de Pindamonhangaba (SP) da Villares Rolls, empresa anfitriã do evento.

A programação do 48º Seminário de Laminação da ABM prevê ainda dois cursos: 'Tribologia aplicada à laminação', sob a coordenação do Prof. Daniel Biasoli e 'Controle e automação de processos de laminação', a cargo do diretor técnico da PA-Innovations, DI Roman Schneeweis.

Paralelamente ao Seminário será realizada uma exposição para demonstração de produtos, serviços das empresas patrocinadoras, como Açokorte, Amepa, Andritz, Aperam, ArcelorMittal, Armco, Atomat, Brasmetal, Castellini, Castrol, CBMM, CMI, CSN, Daido, Danieli, Ebner, Eisenwerk, Henkel, IMS Messsysteme, IRM Group, Italbronze, James Walker, Limab, Linde Gases, Maina Organi, NSK, Quaker Chemical, Russula, Siemens, SKF, SMS Siemag, Spraying Systems, Termomecânica, Timken, Usiminas, Villares Rolls e Voith.

Site: http://www.abmbrasil.com.br/seminarios/laminacao/2011/

 


 

Para garantir mão de obra qualificada, empresas investem em educação

Base dodesenvolvimento de um país, a educação é um dos principais focos dos projetos de responsabilidade social de grande parte das empresas do setor minerometalúrgico. No 7º Workshop de Responsabilidade Social promovido pela Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM), dia 27, no Rio de Janeiro, organizações como CSN, Gerdau, WhiteMartins, Votorantim, Vale, CSA e Usiminas apresentaram várias iniciativas que beneficiamdiretamente as populações do entorno de suas instalações.

"Investir emeducação, além de ajudar na inclusão de muitos jovens no mercado de trabalho e no desenvolvimento regional, é uma forma de garantirmos mão de obra qualificadapara nossas operações, assegurando a sobrevivência da empresa, tanto nopresente como no futuro", disse Andréia Rabetim, gerente geral de RelaçõesIntersetoriais da Vale.

Dados apresentados por Luiz Claudio Allan, presidente doInstituto Crescer para a Cidadania, mostram que 69% de 1.616 empresasconsultadas afirmaram ter dificuldades para preencher as vagas de trabalhadorqualificado. "O Brasil ocupa a 88ª posição no quesito Educação entre 128 países analisadospor pesquisa internacional, ficando atrás do Paraguai, Equador e Bolívia".

Segundo afirmou, o Censo Escolar também mostra que menos de 50% dos jovens ingressam no Ensino Médio. Destes, menos da metade concluem o Ensino Médio e somente 12%ingressam na faculdade.

"Com a missão de colaborar para mudar essarealidade, o Instituto mantém vários projetos na área de Educação, como osprogramas Jovem Aprendiz de Qualificação Profissional e Inclusão Digital, emparceria com a Vale, e o Programas de Educação, Comunicação e Arte com oInstituto Votorantim", exemplificou.

Presenteaos debates, o gerente de Projetos Sociais do InstitutoVotorantim, Rafael Luis Pompeia Gioielli, falou que a instituição trabalha basicamente com a inserção de jovens no mercado de trabalho. "O programa 'OFuturo em nossas mãos', por exemplo, já formou mais de 8 mil jovens e jáempregou mais de 3 mil, não apenas nas organizações do grupo Votorantim, comotambém em outras empresas da cadeia produtiva".

Mas, apesar de todoo empenho das empresas na melhoria da educação no Brasil, ainda há muito porfazer, reconheceram todos. Segundo Alexandre dos Reis, diretor de Relações com o Mercado da Firjan, esta questão deveria gerar umdebate constante, tendo em vista influir nas políticas governamentais. "Que tipo de articulação junto ao Poder Público tem sido feita pela iniciativa privada para mudar esse quadro?", perguntou ele.

Para ilustrar o grande abismo que existeentre a demanda e a oferta de mão de obra qualificada no País, Reis lembrou quea Petrobras tem detectado a carência de profissionais especializados paraatender suas encomendas em todos os estaleiros brasileiros, inclusive nas funções técnicas básicas como soldador.

Mediador dos debates na mesa-redonda quetratou especificamente do tema Educação e Qualificação Profissional, o diretor-executivoda ABM, Horacídio Leal Barbosa Filho, elogiou as apresentações, "todas ilustradas com dados de pesquisas, que ajudam a entender o cenário e direcionaras ações das empresas".

Leal ressaltou que, além da escassez deprofissional capacitado, o setor sofre com a concorrência de outros segmentos."Os poucos técnicos e engenheiros que se formam são atraídos para a áreafinanceira ou de serviços. É preciso uma atuação efetiva, criar incentivo,porque um país não cresce sem indústria".

Talentos para a siderurgia

Odiretor-executivo da ABM lembrou que a Entidade desenvolve o projeto Talentospara a Siderurgia, com o objetivo de traçar um mapa estratégico da oferta e dademanda de RH para a indústria do aço (identificando ocupações críticas) e proporações capazes de consolidar um sistema nacional de capacitação de pessoas.

"Aprimeira fase, com o diagnóstico da real situação - em parceria com entidadessetoriais, usinas siderúrgicas e órgãos do governo – já foi concluída e, paranossa surpresa, há maior carência de técnicos do que de engenheiros e, nessecaso, as especialidades mais demandadas são Mecânica, Elétrica e Metalúrgica",afirmou Leal.

Para ajustar, gradativamente, tanto a oferta quanto a qualidade dos recursos humano sem formação, de acordo com as necessidades do setor, foram propostas trêsações, que se encontram em processo de validação junto às empresas parceiras:

1-Programa de pré-qualificação e certificação profissional – resposta aoanalfabetismo funcional e consiste em um levantamento das principais carências existentes e a implementação de ações para melhorar o nível de conhecimento dopessoal em operação. Essa tarefa será feita por meio de parcerias cominstituições e órgãos com competências reconhecidas nessas áreas

2- Programa ímã-atratividade para a siderurgia – propõe um esforço pelavisibilidade e melhoria da imagem do setor siderúrgico junto a públicos-alvo específicos. Assim, a siderurgia se tornar uma opção mais competitiva de empregabilidade aos olhos dos profissionais, disputando talentos a inteligênciaem situação de igualdade com outros setores, como financeiro, petróleo e gás, etc.

3- Universidade setorial da siderurgia – rede de capacitação. Trata-se de umagrande rede capaz não só de articular ações hoje isoladas, mas, sobretudo,otimizar investimentos em treinamento.

http://www.abmbrasil.com.br/cim/downloads.asp

Fonte:

ABM
Publicação: 10/10/2011

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