O setor de construção também tem sentido os efeitos dos reajustes dos preços do aço, embora seja um ramo promissor que está em ascensão, as empresas do setor estão na expectativa de que as altas nos custos cessem.
A Pórtico Construções Metálicas, empresa que atende dois setores distintos da construção – habitação popular e estruturas metálicas, representa uma das empresas que esperam que o preço pare de subir.
De acordo com Flávio Gibram, representante da Pórtico, “se o aço não continuar subindo a expectativa para ainda este ano é boa”.
A empresa que atende o programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ está trabalhando com preços apertados, uma vez que a Caixa tem contrato de valor fechado com os proprietários das casas populares.
“No ‘Minha Casa, Minha Vida’ trabalhamos com orçamento fechado e encomendas direto das usinas. Por isso, na tentativa de reduzir os efeitos do reajuste, antes do aumento de abril efetuamos uma compra para estocagem que acaba em agosto. Dessa forma, o reajuste de julho foi repassado, mas não o sentimos e não foi necessário alterar os orçamentos ou reduzir a margem de lucro”, explica.
Embora até aqui o saldo tenha sido positivo, Gibram mostra preocupação com as novas negociações de compra que devem ser feitas nos próximos dias.
“As negociações com as usinas dependem do mercado. Quando negociamos a compra antes de abril havíamos acordado uma garantia de preços até dezembro deste ano, porém, em função das oscilações não foi possível para as usinas manter este acordo.
Mas esperamos conseguir trabalhar com o preço reajustado em até 10% e não 35% como anunciado”, ressalta.
Em função da incerteza das negociações o Governo Federal já tem pensado na possibilidade de repassar a alta para os compradores das casas populares.
InfoMet
Publicação: 22/07/2010