Setor de energia irá investir R$ 1 bilhão até 2019

O setor energético brasileiro vai precisar de R$ 951 bilhões até 2019 para investir em geração de energia a fim de suprir a necessidade de crescimento da economia nos próximos dez anos. O plano leva em consideração expansão média de 5,1%. A estimativa é do Plano Decenal de Expansão de Energia – PDE 2019, divulgado na semana passada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Os investimentos vão se concentrar principalmente nas áreas de petróleo e gás natural, com um percentual de 70%, equivalente a R$ 672 bilhões, concentrados nas atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural e na produção de seus derivados, e no setor elétrico, com R$ 214 bilhões.

Para o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, o País necessitará de energia equivalente à construção de uma Itaipu Binacional a cada três anos. “Para fazer face ao crescimento econômico nós precisaremos instalar mais de 6 mil MW de energia nova a cada ano. Isto equivale a mais ou menos uma Itaipu a cada três anos. É um grande desafio, mas que felizmente o Brasil tem a capacidade de, não só atingir, mas como atingir com fontes renováveis, uma vez que ainda tem um grande potencial hidrelétrico inexplorado, de em energia eólica [a partir dos ventos] e de biomassa [cana-de-açúcar, madeira etc.]”

De acordo com a EPE, o Brasil manterá até 2019 o mesmo percentual de 48% de participação de energia renovável na sua matriz energética. Para Tolmasquim, a manutenção desse percentual é um indicador que o país vai se destacar mundialmente na produção de energia de fontes renováveis.

“O Brasil vai se destacar no mundo devido a dois fatores: primeiro, a alta participação de fontes renováveis em sua matriz, principalmente a hidrelétrica; as fontes alternativas que começam a crescer [como a eólica]; e o etanol. Segundo, a inserção no mundo como um importante player na área de petróleo, onde passará a ser exportador”.

Pelo estudo da EPE, a principal fonte de energia renovável será o etanol, com 21,5% de participação; a hidráulica, com 12,7% e a lenha e o carvão vegetal, com participação de 9,9%. O forte crescimento projetado para o setor de siderurgia também elevará a participação da energia proveniente do carvão mineral e seus derivados, que passará dos 5,5% de hoje para 7,4%, em 2019.

Fonte:

Usinagem Brasil / Agência Brasil
Publicação: 10/05/2010

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