Setor de mineração vai investir US$ 47 bilhões até 2013

Com base em estimativas das empresas mineradoras, o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) prevê que o setor de mineração terá investimentos da ordem de US$ 47 bilhões entre 2009 e 2013.

A informação é do diretor-geral do DNPM, Miguel Cedraz Nery, que acrescenta que a crise financeira mundial impactou o setor, mas a indústria mineral já retomou o ritmo de crescimento.

Segundo o diretor do DNPM, os requerimentos de pesquisa que sofreram diminuição já apresentam recuperação, atingindo 1.229 em setembro último. Outro ponto importante diz respeito às commodities que já registram estabilidade no patamar médio de US$ 3000 - o preço do minério de ferro alcançou US$ 88/t em setembro.

Do ponto de vista da economia mineral brasileira, destacam-se os estados de Minas Gerais, Pará, Bahia, Goiás, São Paulo e Santa Catarina. Porém, em todas as regiões do País existem minas para serem exploradas. Hoje o Brasil tem cerca de sete mil minas onde são extraídos minérios de ferro, ouro, diamante, cobre, zinco, nióbio, alumínio, magnesita, cromo, dentre outros. Além disso, são mais 11 mil locais com licença para extração de materiais para construção civil. A autorização do DNPM é obrigatória para toda atividade de mineração. "O bem mineral pertence a União e o interessado só pode extraí-lo com a autorização do DNPM", explica Miguel Nery.

Atualmente, o País ocupa a segunda colocação na exploração mundial de ferro, e a primeira em nióbio, mineral usado na indústria armamentista e na aviação. O crescimento de autorizações e concessões emitidas pelo DNPM nos últimos anos mostra a plena expansão do setor. "Emitimos 18 mil autorizações por ano só para pesquisas, que podem resultar em outorgas para extração mineral, gerando emprego e renda, além de suprir a indústria de transformação por matéria prima", diz o diretor do DNPM.

Em pesquisa mineral, o setor teve um salto de US$ 70 milhões no ano 2000, para US$ 482 milhões em 2009. Desse total, US$ 346 milhões destinaram-se para prospecção de novas jazidas e o restante na reavaliação das minas já em operação. Esses investimentos têm aporte do empresariado nacional e estrangeiro.

Investimento internacional - Em decorrência dos preços que permitem maior atratividade para o setor mineral, os investimentos estrangeiros fizeram diferença em alguns estados, como em Goiás. O município Barro Alto contou com a criação de cinco mil novos empregos diretos, com investimentos de US$ 1,8 bilhão vindos da Anglo American. Segundo dados do DNPM, a empresa Vale vai fechar 2009 com R$ 12,4 bilhões investidos gerando 105.249 empregos diretos, somente no Brasil. A Arcelor Mittal vai aplicar US$ 5 bilhões e a Votorantim pretende fechar 2009 com investimentos de R$ 5 bilhões.

Fonte:

Infomet / Usinagem-Brasil
Publicação: 23/11/2009

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