As ações da Panatlântica não são fáceis de encontrar no mercado. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), um dos fornecedores de matéria-prima da empresa de Gravataí (RS), foi negociar diretamente com os donos. Na semana passada, comprou 9,4% do capital total. Procurada, a CSN não quis comentar os motivos da aquisição.
É um sócio de peso, que evidentemente tem planos além de esperar pelos dividendos anuais da processadora de aços planos.
José Antônio Silva Vargas, diretor de relações com investidores, disse ao Valor, por telefone, que se trata de uma "sinergia operacional" na região Sul. Ele prefere não dar detalhes - quanto a recursos que poderão vir da empresa de Benjamin Steinbruch ou se o mercado de capitais é agora uma opção para alavancar o crescimento da companhia. "Os atuais controladores pretendem continuar no comando", limitou-se a dizer.
A entrada da CSN é um importante sinal de mudança numa companhia fundada em 1952 - 11 anos depois da então estatal siderúrgica - e que está na bolsa desde 1971. É controlada pela L.P. Aços Comércio e Participações, agora com 84,76% do capital, sob o comando de Raul Maselli, presidente do conselho de administração. "É um ambiente estável, com pouca rotatividade", disse Vargas, que está há 30 anos na empresa.
Mas esse tranquilo "centro de serviços" que processa chapas de aços planos para serem usadas em colheitadeiras, carros e eletrodomésticos simplesmente desbancou todas as "blue chips" da bolsa com uma valorização (dos papéis preferenciais, sem direito a voto) acima de 148.000% nas últimas duas décadas.
Vargas não tem uma explicação para esse salto tão fora dos padrões, mas ressalta a "confiabilidade" e os "investimentos contínuos" da empresa. A receita de vendas consolidada cresceu, em números deflacionados, de R$ 180 milhões em 2000 para R$ 370 milhões em 2008. O lucro líquido saiu de R$ 1,2 milhão para R$ 18,6 milhões no período.
Apesar da valorização estratosférica, a empresa é desconhecida no mercado de capitais. E mesmo sem uma política de dividendos (paga o mínimo obrigatório por lei), tem seguidores fiéis. Num fórum de investidores na internet, um desses fãs previa, em dezembro, que a empresa poderia se tornar um "alvo estratégico" na consolidação do setor. "A CSN só tem um [centro de serviços] e precisa aumentar sua participação no Sul", escreveu. Na mosca. (NN)
Fonte: Valor
Publicação: 12/01/2010
As ações da Panatlântica não são fáceis de encontrar no mercado. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), um dos fornecedores de da empresa de Gravataí (RS), foi negociar diretamente com os donos. Na semana passada, comprou 9,4% do capital total. Procurada, a CSN não quis comentar os motivos da aquisição.
É um sócio de peso, que evidentemente tem planos além de esperar pelos dividendos anuais da processadora de aços planos.
José Antônio Silva Vargas, diretor de relações com investidores, disse ao Valor, por telefone, que se trata de uma "sinergia operacional" na região Sul. Ele prefere não dar detalhes - quanto a recursos que poderão vir da empresa de Benjamin Steinbruch ou se o mercado de capitais é agora uma opção para alavancar o crescimento da companhia. "Os atuais controladores pretendem continuar no comando", limitou-se a dizer.
A entrada da CSN é um importante sinal de mudança numa companhia fundada em 1952 - 11 anos depois da então estatal siderúrgica - e que está na bolsa desde 1971. É controlada pela L.P. Aços Comércio e Participações, agora com 84,76% do capital, sob o comando de Raul Maselli, presidente do conselho de administração. "É um ambiente estável, com pouca rotatividade", disse Vargas, que está há 30 anos na empresa.
Mas esse tranquilo "centro de serviços" que processa chapas de aços planos para serem usadas em colheitadeiras, carros e eletrodomésticos simplesmente desbancou todas as "blue chips" da bolsa com uma valorização (dos papéis preferenciais, sem direito a voto) acima de 148.000% nas últimas duas décadas.
Vargas não tem uma explicação para esse salto tão fora dos padrões, mas ressalta a "confiabilidade" e os "investimentos contínuos" da empresa. A receita de vendas consolidada cresceu, em números deflacionados, de R$ 180 milhões em 2000 para R$ 370 milhões em 2008. O lucro líquido saiu de R$ 1,2 milhão para R$ 18,6 milhões no período.
Apesar da valorização estratosférica, a empresa é desconhecida no mercado de capitais. E mesmo sem uma política de dividendos (paga o mínimo obrigatório por lei), tem seguidores fiéis. Num fórum de investidores na internet, um desses fãs previa, em dezembro, que a empresa poderia se tornar um "alvo estratégico" na consolidação do setor. "A CSN só tem um [centro de serviços] e precisa aumentar sua participação no Sul", escreveu. Na mosca. (NN)
Fonte:
Valor
Publicação: 12/01/2010