Segundo ele, esse cenário tende a se agravar considerando-se a existência de um excedente de produção de aço no mundo de 532 milhões de toneladas. "A base da cadeia está sendo atacada", disse.
Para reverter essa situação, o IABr levou aos ministros Antonio Patriota, das Relações Exteriores, e Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, pedido para que seja nivelado o ICMS na importação, na faixa de 2% a 3%, o que eliminaria a guerra fiscal entre os estados. "Isso é vital para o setor", afirmou.
A entidade também defende que o Inmetro possa efetuar "com liberdade" a verificação de conformidade dos produtos que entram no Brasil, visando a checar a qualidade e a segurança desses bens. Para Lopes, o setor siderúrgico deveria ter, nesse quesito, um tratamento diferenciado, em caráter emergencial. Para Lopes, isso significaria "um grau de defesa comercial mais consistente para o setor do aço brasileiro".
Estudo da Fundação Getulio Vargas, entregue aos ministros pela entidade, revela que, em razão da valorização cambial de 30%, a proteção tarifária de 12% a 14%, definida para o aço, cai para - 20% a - 22%. O estudo evidencia, ainda, que, ao se combinar os efeitos da valorização do real com a desvalorização da moeda chinesa, a proteção tarifária atual do aço reduz-se a - 45%.
A expectativa de menor crescimento do mercado interno, em função do desaquecimento da economia como resultado das políticas monetárias restritivas, e a acirrada concorrência das importações, levaram o IABr a rever as projeções do setor para 2011. A entidade acredita que haverá redução na produção, "fruto da retração dos setores consumidores".
A produção de aço bruto, por exemplo, deverá alcançar 36,3 milhões de toneladas, com expansão de 10,5%. Mas o aumento é aparente segundo Lopes já que o número representa redução de 0,8% em relação à previsão anterior de 39,4 milhões de toneladas.
Infomet / Agência Brasil
Publicação: 09/09/2011