Características
Apesar de todo o trabalho do soldador ser voltado para a não execução de defeitos, estes eventualmente vem a ocorrer. Alguns deles são característicos do processo devido a sua própria natureza. Os defeitos e dificuldades mais característicos da soldagem com eletrodos revestidos são comentados à seguir:
Dificuldade na Abertura do Arco
Causas predominantes:- Maus contatos no circuito de soldagem
Soluções práticas:- Verificar os circuitos, terminais e a ligação do cabo terra;
- Limpar e reapertar todos os contatos elétricos.
Dificuldade em Manter o Arco Aberto
Causas predominantes:
- Tensão em vazio fornecida pela fonte de soldagem inferior a necessária para a fusão do eletrodo.
Soluções práticas:- Alterar o valor da tensão (para um valor maior) ou utilizar um eletrodo adequado para a tensão.
Projeções
O eletrodo "salpica" formando os conhecidos respingos próximo a região do cordão de solda.
Causas predominantes:- corrente muito elevada;
- eletrodo úmido;
- má ligação do cabo terra.
Soluções práticas:- regular a intensidade de corrente ou utilizar eletrodo de diâmetro maio;
- fazer a adequada secagem e conservação dos eletrodos. Ver ítem 2.5;
- para este problema, muito comum de ocorrer em corrente contínua, as soluções são: mudar o local de fixação do cabo terra, soldar sempre em direção oposta a este (ou seja afastando-se do cabo terra), e se isto não for possível, utilizar corrente alternada.
Aquecimento Exagerado do Eletrodo
Causas predominantes:
- intensidade de corrente muito elevada;
- arco muito longo.
Soluções práticas:
- diminuir a intensidade de corrente e/ou o comprimento de arco.
Má aparência do cordão da Solda
Superfície rugosa, cordão deformado.
Causas predominantes:
- eletrodos úmidos;
- má preparação da junta;
- metal de base com elevado teor de Carbono.
Soluções práticas:
- secar e conservar os eletrodos;
- modificar a preparação da junta;
- trocar o eletrodo para um do tipo básico(preferencialmente) ou rutílico (2ª opção).
Porosidades
Cavidades (faltas de material) nas formas esférica/ vermicular observadas na solda.
Causas predominantes:
- chapa com umidade, verniz, tinta, graxa ou outra sujeira qualquer;
- metal de base com teores de Carbono e/ou de Silício muito elevado;
- eletrodos úmidos;
- arco muito longo;
- intensidade muito elevada.
Soluções práticas:- fazer a secagem e limpeza adequadas antes da operação de soldagem;
- mudar o metal de base. Caso não seja possível, mudar o eletrodo para um do tipo básico ou aumentar a temperatura de pré-aquecimento;
- o mesmo que o ítem "a" especialmente no caso de eletrodos básico;
- a mesma solução dada para o ítem "c";
- diminuir ligeiramente o valor da corrente de soldagem principalmente se o eletrodo utilizado é do tipo rutílico.
Mordeduras
Sulcos regularmente repartidos ao lado do cordão de solda, diminuem a espessura da ligação e criam pontos de ruptura.
Causas predominantes:
- intensidade de corrente muito elevada;
- chapas muito oxidadas;
- balanceamento do eletrodo inadequado, permanecendo tempo demais nos cantos.
Soluções práticas
- utilizar intensidade de corrente adequada;
- executar limpeza e preparação adequadas;
- executar o balanço adequado.
Além disto, ter sempre em mente que uma velocidade de soldagem muito elevada favorece a formação deste defeito devido a não haver tempo suficiente para a adequada deposição de material
Falta de Penetração
A soldagem não é contínua na raiz.
Causas predominantes:- má preparação de junta (afastamento insuficiente ou ângulo do chanfro insuficiente);
- eletrodo de diâmetro muito grande;
- intensidade de corrente muito baixa.
Soluções práticas:- utilizar uma preparação de junta adequada;
- utilizar um eletrodo de diâmetro menor;
- utilizar intensidade de corrente adequada.
Inclusão de Escória
A escória fica aprisionada entre os cordões da solda.
Causas predominantes:
- chapas oxidadas;
- intensidade de corrente muito baixa;
- má repartição dos cordões;
- falta ou inadequada limpeza entre os cordões.
Soluções práticas:
- executar limpeza e preparação adequadas;
- utilizar intensidade de corrente adequada;
- planejar uma sequência adequada para dividir os cordões;
- fazer uma adequada limpeza entre os cordões de solda.
Cordão muito abaulado em oco
Causas predominantes:
- Velocidade de soldagem e intensidade de corrente inadequadas
Soluções práticas:
- Fazer variar os dois parâmetros
Trincas no Cordão da Solda
Trincas formam-se no cordão de solda durante o resfriamento, ou seja, devido ao efeito das contrações.
Causas predominantes:
Podem ser diversas, algumas para exemplificar:
- aço muito duro (% de Carbono elevada);
- espessura muito elevada e peça soldada sem pré-aquecimento;falta de penetração ou secção do cordão de solda insuficiente;
- temperatura ambiente muito baixa;
- eletrodos úmidos.
Soluções práticas:
- trocar o material ou soldar com pré-aquecimento;
- pré aquecer caso utilizar material de base de elevada espessura;
- executar o cordão da maneira adequada;
- resfriar a peça lentamente (mantas, resfriamento no forno, etc.);
- secar e conservar os eletrodos
Trincas no Metal de Base
Trincas longitudinais à solda ou propagando-se pela chapa
Causas predominantes:
- má soldabilidade do aço;
- presença de elementos indesejáveis na composição do aço como por exemplo Carbono, Fósforo ou Enxofre.
Soluções práticas:
Caso de difícil solução, tirando a óbvia substituição do metal de base as opções são:
- pré aquecer caso isto não tenha sido feito;
- aumentar a temperatura de pré aquecimento;
- dar preferência para eletrodos do tipo básico;
- modificar a sequência de soldagem para diminuir o efeito das contrações.
- Envie por e-mail
