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Steel Framing: Habitação Popular com Perfil de Primeiro Mundo

(clique para ampliá-la)O Colina das Pedras, em Bragança Paulista, interior de São Paulo, é o primeiro condomínio vertical no Brasil, de interesse social, construído a partir do sistema steel framing. Ao todo, são 13 blocos de quatro andares, com 16 apartamentos cada, somando 208 unidades com área de lazer e estacionamento. A obra completa está prevista para 2007. Até o momento já foram entregues cinco blocos, dois erguidos em 90 dias.

A construção que surgiu de uma parceria entre a Kofar, fabricante de perfis leve de aço e a Steel Frame do Brasil, está sendo feita a um custo médio de R$ 500 o m2. Cada unidade com área privativa de 54,57m2 deve custar algo em torno de R$ 44 mil. “Ganhamos em economia de escala e rapidez de execução”, destaca Márcio Raigorotsky, um dos diretores da Steel Frame. Ele explica que por se tratar de um obra industrializada é mais ágil, com isso o incorporador consegue captar recursos rapidamente.

(clique para ampliá-la)Todos os apartamentos são entregues ao morador com acabamento completo: siding vinílico nas fachadas, pintura acrílica interna e nas áreas comuns, pedra ardósia nos halls de circulação e escadas, bem como revestimento cerâmico nas áreas sociais e dormitórios. Incluem também louças, metais sanitários, luminárias e sistema PEX nas instalações hidráulicas.

De acordo com Bernardo Sondermann, outro diretor da Steel Frame do Brasil, a intenção foi oferecer moradia digna, com um padrão de qualidade de primeiro mundo. Ele explica que do ponto de vista financeiro uma das vantagens foram os materiais utilizados. Segundo ele, todos nacionais, até mesmo o siding vinílico, que até alguns anos tinha de ser importado.

(clique para ampliá-la)Entregue em 2005, o empreendimento vizinho foi construído com estrutura convencional de concreto, através do Programa de Arrendamento Residencial da Caixa Econômica Federal (PAR 2), a um custo estimado de R$ 28 mil. Segundo Márcio Aurélio de Assis Fleming, engenheiro responsável pela construção do Colina das Pedras, apesar das unidades em frente terem as mesmas dimensões, o nível de acabamento é básico. “Todos os apartamentos e áreas comuns foram entregues em estado bruto, os próprios moradores tiveram de se responsabilizar pelo acabamento, como aplicação de revestimento de pisos e paredes, entre outros detalhes”, diz.

Para Fleming, o que diferencia um empreendimento do outro é a qualidade construtiva, em função do sistema e materiais adotados. Os blocos estão sendo construídos com estrutura de aço, fechamento em painel OSB e revestimento externo em siding vinílico. Nas áreas internas, o fechamento é em drywall, acrescido de mantas para isolamento térmico e acústico.

O Sistema

(clique para ampliá-la)Apesar de ainda não ser comum no Brasil, o sistema industrializado com o uso de perfis leves de aço em construções residenciais, aos poucos, ganha adeptos. Cada vez mais é procurado por profissionais que buscam um controle efetivo de suas obras, sobretudo quando a intenção é velocidade na execução dos serviços, eliminação de desperdícios com materiais de construção e mão-de-obra.

Uma das facilidades da estrutura começa na fundação. É que na maioria das vezes, o steel frame é montado sobre radier, com alimentações elétricas e hidráulicas já instaladas. Em seguida, os painéis são fixados por meio de chumbadores, indispensáveis e que garantem a transferência das cargas para a fundação, e desta para o terreno. Como não são utilizados pilares e estacas fincadas no solo, os quadros ficam travados um pelo outro, como num jogo de “legos”. Isso é o que garante estabilidade à edificação.

Agilidade na Execução

(clique para ampliá-la)A construção de dois prédios do Colina das Pedras, em apenas 90 dias, também só foi possível graças à organização e preparo da mão-de-obra. Com apenas 22 anos, Júlio César Plefka, coordenador da obra, conta que as primeiras lições aconteceram ainda na cidade de Curitiba, Paraná. “Alguns profissionais receberam um treinamento dado pela Construtora. Além do mais tinham participado de obra naquela região”, diz.

O coordenador e mais cinco profissionais chegaram à Bragança, onde contrataram mais 10 ajudantes da região. Ele conta que em virtude da falta de espaço e tempo, os profissionais tiveram de entender o sistema na prática. “Diariamente, à medida que as tarefas eram executadas, os operários aos poucos aprendiam cada etapa de montagem, desde a leitura do projeto, até o momento em que passaram a entender todo o sistema”, lembra.

(clique para ampliá-la)Plefka destaca que cada equipe era formada por cinco homens, sendo três profissionais e dois ajudantes. Entre os quesitos para contratação, destaca a pouca idade e inexperiência. “Demos preferência por pessoas mais jovens e que, até então não tivesse trabalhado com alvenaria estrutural. Assim, a aprendizagem seria mais fácil e rápida, até porque não teriam base para comparação e nem vícios adquiridos em outro sistema”.

Atualmente, cerca de 22 homens são responsáveis somente pela etapa estrutural, os demais cuidam do fechamento. Ao todo são 68 trabalhadores no canteiro de obra.

Memorial descritivo

Fundação dos prédios: tipo radier em concreto armado, constituído por vigas armadas sob alvenarias e piso estrutural armado com tela soldada, de acordo com o projeto de estrutura. A fundação das escadas metálicas moldadas “in bloco” tipo Strauss e sobre estas, blocos de concreto armado.

Impermeabilização

Nas paredes internas das áreas molhadas dos apartamentos foi aplicada pintura impermeabilizante, para formar uma película acrílica em toda a superfície. Os pisos receberam argamassa de cimento e impermeabilizante e sobre este, regularização com argamassa flexível.

Estrutura

Executada em estrutura do tipo steel framing, que consiste no emprego de perfis metálicos leves, de acordo com projeto específico e com as Normas Internacionais em vigor.

Alvenaria

Internamente as paredes serão em drywall (chapas de gesso acartonado), fixadas em perfis metálicos, isoladas termo-acusticamente por lã de vidro em seu interior. Externamente as paredes executadas com chapas de madeira OSB.

Cobertura

As estruturas do telhado têm duas águas, executadas com perfis metálicos e cobertas por telhas cerâmicas do tipo portuguesa. Sob as telhas, manta de proteção do tipo Tyvek® com a função de isolamento térmico e proteção a respingos d’água de chuva.

Instalação Hidráulica-Sanitário e GLP

Água fria: os barriletes são executados em PVC rígido, distribuídos por uma caixa d' água de PVC com capacidade de 250 litros. As redes de distribuição interna dos apartamentos foram executadas em polipropileno reticulado flexível (sistema PEX) e por conexões de latão.

Água quente: aquecida nos pontos de utilização (chuveiro elétrico).

Esgoto sanitário: em PVC rígido, coletados até a ETE e posteriormente até a rede pública. As tubulações da rede primária são de vinil.

Águas pluviais: em PVC, coletados para a sarjeta.

Instalação de GLP: Executadas em tubos e conexões de cobre, com solda do tipo foscoper. Cada unidade autônoma será abastecida por butijão de 13kg localizado na central de cada prédio e o ponto localizado na cozinha.

Instalações Elétricas

Feitas com eletrodutos flexíveis do tipo antichama, embutidos no drywall. A fiação tem isolamento de 750 Volts e tipo antichama, conforme a NBR 5410.

As bitolas mínimas dos condutores elétricos tem 1,5 mm2 para os circuitos de iluminação e de 2,5 mm2 para os circuitos das tomadas de uso geral. O circuito do chuveiro tem secção de 6 m2 em 2 fases (220v), sendo que os demais circuitos são monofásicos (110V).

A caixa de distribuição dos circuitos está localziada na área de serviço, onde possui disjuntores eletromagnéticos do tipo DIN, dimensionados conforme cargas dos equipamentos.

 



     

    Preço
    R$ 826,60
    à vista

    ou em até 10x de R$ 82,66


    Preço
    R$ 369,90
    à vista

    ou em até 10x de R$ 36,99

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