Pernambuco acaba de confirmar a vinda de mais um estaleiro para o Complexo Industrial Portuário de Suape - o terceiro, depois do Atlântico Sul e do Promar. O empreendimento é capitaneado pelo consórcio Galíctio, formado pelas empresas espanholas Indasa, Tecnyno, Electro Rayma e Gabadi. O investimento é de US$ 440 milhões (cerca de R$ 737 milhões, pelo câmbio de ontem), com previsão de gerar 500 empregos durante a construção e 4.000 na operação.
O Galíctio vai atuar no segmento de construção e de reparo de embarcações, atendendo a uma demanda da Petrobras Transporte (Transpetro). Atualmente, a estatal realiza o conserto de seus navios em Cingapura e na Coreia do Sul, ´exportando' empregos, porque não há um estaleiro deste tipo e porte funcionando no país. A área separada para o empreendimento é de 40 hectares, por trás do local onde já funciona o Atlântico Sul, na Ilha de Tatuoca.
´Nossa empresa procurou se expandir para fora da Europa e Pernambuco foi o lugar ideal para fazermos isso', disse ontem no Recifeo presidente do consórcio, Isidro Silveira Rey, ao participar da cerimônia de assinatura de um protocolo de intenções no Palácio do Campo das Princesas.
Juntamente com o protocolo do estaleiro foram assinados três outros documentos para implantação de novas indústrias no estado. Juntos, os quatro empreendimentos somam investimentos de R$ 836 milhões com previsão de gerar mais de 5 mil empregos. O governador Eduardo Campos comemorou.
´É muito bom você fechar uma semana assinando quatro protocolos como esses, de grandes empreendimentos que se referem a quatro importantes iniciativas que chegam a Pernambuco', discursou o governador, lembrando que o estado vive um momento ´extremamente animado' de sua economia.
Depois do estaleiro, o segundo maior investimento anunciado ontem foi a Companhia Brasileira de Vidros Automotivos (CBVA), do Grupo Cornélio Brennand. Será instalado em Goiana, na mesma região onde será implantada a Companhia Brasileira de Vidros Planos (CBVP), numa área de 50 hectares. A nova indústria terá capacidade produtiva de 25 mil toneladas/ano e deverá se tornar fornecedora da fábrica da Fiat.
´Acreditamos que a região (Suape) será um importante polo automotivo, a prova disso está na instalação da montadora Fiat, o que reforça o grande potencial existente nessa região', afirma o diretor executivo Paulo Drummond. . O faturamento estimado é de R$ 80 milhões/ano.
A CBVA é a primeira empresa que chega ao estado atraída pela fábrica da Fiat em Suape, âncora do mais novo polo automobilístico do país. A Moura, fabricante de baterias com sede em Belo Jardim, anunciou que negocia com a Fiat a instalação de uma unidade para fornecimento de novos produtos. O investimento estimado é de R$ 500 milhões. (M.B.)
Portos e Navios / Diário de Pernambuco (PE)
Publicação: 07/02/2011