Poliuretano (PU)Estas telhas denominadas sanduíche (telha/revestimento/telha) são construídas em dois perfis (telha/telha e telha forro) e produzidas pela TELHAÇO nos trapézios 40x980, 40x1020, trapézio 25, trapézio 100 e ondulada e em chapas com pré ou pós pintura.
A aderência do aço galvanizado com o poliuretano (que é injetado sob forma líquida) ocorre devido a propriedade perfeita de ligação entre os componentes do PU e a chapa de aço, que formam um bloco monolítico que permite sua utilização estrutural em vãos de 3 a 5,5 mts, conforme espessura das telhas e do PU aplicado.
Além de aderir fortemente a chapa de aço o PU não retrai em altas temperaturas, pois contém um aditivo retardante à chama. Seu melhor desempenho e resistência térmica são atingidas entre 36Kg/m3 e 40Kg/m3 de densidade.
O material não absorve umidade e não degrada com o tempo; é moldado em painéis sob medida para cada obra, totalmente feito por encomenda, conforme projeto e com as sobreposições entre as peças já cortadas na fábrica (cortes ortogonais e longitudinais).
Não propaga fogo – possui em sua composição elementos retardantes que impedem a propagação das chamas por carbonificação e conseqüente falta de oxigenação.
É classificado na segunda melhor categoria de segurança da ABNT - como R1, em uma escala entre 0 e 4 sendo R0 o menor combustível.
O PU não descola - a correta formulação, aplicação e preparo de superfície garantem uma ancoragem extremamente forte entre a resina e a superfície da chapa, independente das variações de temperatura. Assim teremos uma peça rígida, de excelente resistência.
O poliuretano não murcha - a correta aplicação com matérias primas de qualidade e controle acurado, garante uma densidade acima de 36kg/m3. As más utilizações dos equipamentos e da matéria-prima podem gerar pontos com densidade menor, que provocará retração da espuma.
O PU não é caro – apesar do maior custo unitário, sua resistência térmica é superior aos outros materiais disponíveis, gerando economia a longo prazo e relação custo x benefício.
O fluxo de calor é calculado da seguinte maneira:
F = KA/X . (T1 – T2)
Onde: (F) é o fluxo de calor, (K) Coeficiente de Condutividade Térmica, (A) área total, (X) espessura da parede e (T1 - T2) as trocas de calor, nos permite concluir que o melhor revestimento é o que logicamente possuir o menor índice de condutividade térmica. Para avaliação dos revestimentos que estão sendo demonstrados, colocamos a seguir uma tabela com os Coeficientes de Condutividade Térmica (K) dos diversos produtos:

As Telhas são preparadas para injeção aos pares (superior e inferior), cujo trabalho é a proteção de todas as bordas das telhas com poliuretano e fita adesiva.
Inicialmente as Telhas (superior e inferior) são pré-aquecidas em estufa para evitar o choque térmico da mistura com o metal normalmente mais frio a temperatura ambiente
2.1. Em uma prensa de 13 metros já montado com o molde sólido e com o perfil da telha em fabricação, a telha pré aquecida é montada dentro deste molde utilizando espaçadores de PU na espessura final do sanduíche e entre as duas telhas é colocada a lança tubular de injeção (instrumento com o qual é feito a distribuição do sistema líquido que constituirá o isolamento), e a prensa é fechada.
2.2. Com uma máquina injetora, é feita a mistura do bi-componente do isolamento térmico e distribuído na telha dentro da prensa.
2.3. A formação do PU ocorre através de reação isotérmica, que preenche totalmente a telha, de 7 a 10 minutos estará com o processo de cura concluído e pronta para ser desmoldada.
2.4. Após a retirada da prensa o conjunto vai para o setor de limpeza que faz o acabamento final aparando o PU e limpando as fitas das telhas.
Prontas as telhas são armazenadas em pilhas de até 50 unidades, este número depende da espessura com que a telha ficou após a injeção, cujo apoio é bem distribuído (máximo 50 cm) para garantir que não haja deformação pontual nas telhas.
As Telhas serão apoiadas em palletes e carregadas uma a uma até o empilhamento máximo permitido, 50 telhas dependendo de sua espessura, e em dois pacotes no veiculo de transporte.
As telhas são amarradas com cordas, protegidas com cantoneiras nas bordas e travadas para o transporte. O veiculo é lonado e liberado para viagem, acompanhado de nota fiscal e romaneio de carga.
Sua descarga é individual para conferência de telha por telha quando ao acabamento e anomalias diversas.

A telha térmica possui propriedade característica que garante uma ótima aderência do PU com o metal, formando um conjunto estruturado único; o que permite a sua utilização para vencer vãos maiores entre apoios.
A telha térmica também oferece bom desempenho na redução acústica, atenuando o ruído entre 15 – 40 Db. (em função da freqüência das ondas sonoras).
Sendo um material plástico na forma de espuma com microcélulas fechadas, composto basicamente de 2% de poliestireno e 98% de vazios contendo ar, na cor branca, é um produto inodoro, reciclável, não poluente e fisicamente estável. É um material isolante da melhor qualidade para as temperaturas que variam de 70º a 80º centígrados e temperaturas abaixo disso.
As placas de EPS são produzidas em duas versões: na classe P, não retardante à chama, e na classe F, retardante à chama, esta é a única que pode ser utilizada para o preenchimento de telhas termo-acústicas para coberturas e fechamentos laterais por ser retardante a chama.
Também é apresentado em 3 grupos de massa específica aparente: I – de 13 a 16 kg/m3, II – de 16 a 20 kg/m3, III – de 20 a 25 kg/m3.
Resistente, leve e durável, é o melhor material para preenchimento de rebaixos ou vazio necessário a vários processos construtivos, principalmente lajes e painéis pré-fabricados ou semi industrializados, fechamentos laterais e coberturas.

Fonte: ABNT

Fonte: ABNT
ABNT - Matéria técnica fornecida pelo Grupo Pizzinatto.