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Tendência de Recuperação do Mercado do Aço

Desde janeiro de 2009, verifica-se gradual melhora no mercado do aço. Quando a comparação é com o mesmo período em 2008, os resultados são sempre negativos, mas em relação ao mês imediatamente anterior, as melhoras aparecem. A previsão do Instituto Aço Brasil (IABr) é de que, se a indústria continuar nesse ritmo, 2010 será melhor que este ano, mas dificilmente voltará aos níveis de 2008.

A previsão do Instituto é fechar 2009 com produção de 27,3 milhões de toneladas, 19,1% a menos do que no ano passado. Com a crise, a produção industrial declinou repentinamente e as empresas siderúrgicas foram forçadas a antecipar manutenções, desligar altos fornos, promover férias coletivas e a adotar outras ações drásticas para evitar a paralisação das plantas.

As vendas também caíram. Em novembro e dezembro, as quedas foram da ordem de 50% a 60%. A previsão é fechar 2009 com vendas internas de 16,6 milhões de toneladas, o que significará queda de 23,7% em relação a 2008. Em momentos de crise, no passado, a indústria brasileira do aço, tradicionalmente exportadora de até 40% de sua produção devido ao baixo consumo per capita no País, vendia sua produção para outros países. Desta vez, com a deterioração do comércio internacional, essa alternativa não pode ser utilizada. As exportações devem ter leve crescimento (6,2 %) em volume este ano. Começa a haver um início de aquecimento, especialmente na Ásia.

Com esse cenário, o adiamento dos planos de expansão tornou-se inevitável, com exceção dos projetos cujo estágio de desenvolvimento estava em nível bem adiantado.

Sinais Positivos

Experimentou-se momentos difíceis, mas o que se observa, atualmente, são sinais positivos de superação da crise e isto decorre, basicamente, dos amplos pacotes de estímulo econômico adotados pela maioria dos governos para reativar a demanda e criar ou salvar empregos.

O sucesso do caso brasileiro está nos estímulos aos setores da construção civil, automotivo, linha branca e bens de capital, além da ênfase aos investimentos do PAC e à ampliação dos recursos e programas especiais do BNDES. Outros sinais positivos são os novos investimentos nas áreas de petróleo e gás, energia, transportes e portos e infraestrutura urbana para atender à Copa do Mundo em 2014.

Seguindo neste caminho, se confirmadas as previsões de retomada do crescimento da economia brasileira, em 2011 ou 2012 será possível recuperar o nível de consumo no mercado interno registrado em 2008 de 24,0 milhões de toneladas de produtos por ano.

Fonte:

Instituto Aço Brasil
Publicação: 01/10/2009

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