Tributação eleva o preço do aço nacional em cerca de 50%

O cenário atual do câmbio brasileiro tem gerado preocupação para a indústria nacional que tem perdido a competitividade, atraindo problemas como a desindustrialização, a sobra de produtos, perda de lucro, desemprego, entre outros.

No caso da indústria siderúrgica, a elevada carga tributária reduz a competitividade das empresas instaladas no País frente a seus concorrentes localizados em países com produção de aço relevante e forte expressão no cenário mundial, como a Alemanha, a China, os EUA, a Rússia e a Turquia.

De acordo com o estudo encomendado pelo Instituto Aço Brasil – IABr à Booz&Co, a indústria siderúrgica nacional possui custos de produção competitivos, porém o sistema tributário no Brasil eleva os custos do aço nacional em 47,7% para bobina quente e em 41,2% para vergalhão.

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Ao comparar os valores já tributados, o produto siderúrgico brasileiro toma a posição de mais caro dos cinco países pesquisados.

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O governo brasileiro tem adotado algumas medidas para redução da carga tributária, que se agravou com a valorização do real. Segundo declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, as medidas já adotadas pelo governo brasileiro para combater a guerra cambial estão dando certo e no momento não há necessidade de novas intervenções. Contudo, caso sejam necessárias, o governo pensa na retomada da cobrança do Imposto de Renda sobre os ganhos dos investidores estrangeiros que aplicam em títulos públicos.

Fonte:

Infomet
Publicação: 23/11/2010

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