Usiminas Mecânica obtém licença ambiental para construir planta em SP

Empresa vai construir planta de módulos em Cubatão (SP), orçada em US$ 200 mi. Hoje, o mercado interno responde por 70% das vendas de aço da siderúrgica.

A Usiminas Mecânica, empresa de bens de capital controlada pelo grupo. Usiminas, anunciou oque obteve, da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), as licenças prévia e de instalação para construção de uma planta de módulos no complexo industrial de Cubatão (SP). Na nova unidade, que vai produzir equipamentos e componentes para o setor de petróleo e gás, para atender principalmente à demanda da camada pré-sal, serão investidos US$ 200 milhões. A previsão é que a fábrica entre em operação no próximo ano.

Com os aportes, a Usiminas Mecânica vai deixar de produzir apenas aços semiacabados, passando a participar de todas as fases de construção de um equipamento, por meio do modelo EPC (Engineering, Procurement and Construction, na sigla em inglês) ou turn key.  Nele, a siderúrgica vai operar desde o planejamento inicial até a entrega da encomenda ao cliente.

Conforme informações da assessoria de comunicação da Usiminas, a planta será erguida em um terreno de 200 mil metros quadrados, anexo à unidade que a empresa já possui no porto de Cubatão.

Ao todo, serão implantadas três unidades fabris. A principal será uma fábrica de módulos para plataformas de petróleo offshore, com capacidade para produção de até 18 peças simultaneamente, que podem custar entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões cada.

Estratégia

Em entrevista ao Diário do Comércio, no final do ano passado, o diretorsuperintendente da Usiminas Mecânica, Guilherme Muylaert Antunes, disse que o objetivo da empresa é atender à Petrobras. "Desde o fim de 2008, começamos a estudar como a Usiminas Mecânica poderia estruturar seu crescimento, e chegamos à conclusão que a melhor maneira é investir na área de petróleo e gás", afirmou, na época.

Conforme o executivo, a expectativa é que o complexo entre em operação até meados do ano que vem. Cada módulo consumirá cerca de 2,5 mil toneladas de aço e deve demorar em média 18 meses para ser concluído. E, em plena capacidade, a unidade consumirá de 120 mil a 150 mil toneladas anuais de chapas e bobinas de aço produzidas na usina Intendente Câmara, em Ipatinga (Vale do Aço), e em Cubatão (SP).

Segundo ele, ao agregar valor à produção, a empresa ganhará mais competitividade no mercado interno, já que o produto final oferecido terá melhor qualidade. Além disso, a forte concorrência com produtos importados, principalmente por parte das empresas chinesas, é um dos principais motivos que levaram a Usiminas a reestruturar seu modelo produtivo.

Hoje, o mercado interno responde por 70% dos negócios da siderúrgica. A expectativa é que as vendas de aço bruto da Usiminas cheguem a 6 milhões de toneladas, o que significa uma queda de 20% em comparação com 2008. A empresa tem capacidade produtiva de 9,5 milhões toneladas.

Mais investimentos

Além da nova planta em Cubatão, a Usiminas Mecânica também vai investir R$ 650 milhões para instalação da tecnologia de resfriamento acelerado na usina de Ipatinga. O novo equipamento irá permitir a produção de chapas grossas de alta resistência e com características ideais para suportar as condições extremas da exploração de petróleo na camada pré-sal.

A empresa também irá instalar uma unidade de pesquisa no parque tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com o objetivo de desenvolver pesquisas voltadas para a aplicação de produtos siderúrgicos no setor de óleo e gás. A intenção é consolidar um centro de inteligência, pesquisa e inovação para o setor de siderurgia e metalurgia nessa cadeia de valor. O investimento inicial vai variar entre R$ 12 milhões e R$ 15 milhões.

A Usiminas Mecânica também pretende participar da construção de estádios e de obras de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos.


Fonte:

Infomet / Assessoria de Imprensa
Publicação: 09/02/2010
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