Usiminas planejar chegar a 2015 valendo R$ 50 bilhões

A siderúrgica de aços planos Usiminas anunciou na última quarta-feira (18/05) plano para chegar a 2015 com valor de mercado de R$ 50 bilhões e um resultado operacional (Ebitda) da ordem de R$ 8 bilhões. A meta, explicou Wilson Brumer, presidente da companhia, será impulsionada por várias ações nos seus negócios, que vão de aço a extração de minério de ferro e logística. Atualmente, a empresa vale na bolsa em torno de R$ 20 bilhões e suas ações, em especial as preferenciais, têm sofrido muito com os resultados magros da empresa desde meados de 2010.


"É uma aspiração que traçamos e anunciamos aos nossos acionistas", informou o executivo. Na quarta-feira, o conselho da empresa se reuniu em Belo Horizonte para discutir estratégias de futuro. A Usiminas é controlada por grupos japoneses liderados por Nippon Steel, pela Votorantim, por Camargo Corrêa e pelo Clube dos Empregados (CEU).

Brumer reconheceu, pouco antes do evento de inauguração da nova linha de aços galvanizados, que os resultados da empresa não têm sido bons: teve Ebitda de R$ 330 milhões no primeiro trimestre e lucro líquido de apenas R$ 16 milhões. A aposta será na redução de custos e na agregação de valor de seus produtos. A empresa quer chegar à autosuficiência em energia até 2015 e ampliar a produção de minério de ferro - matéria-prima que está na faixa de US$ 150 a tonelada - para 29 milhões de toneladas.

A nova linha de aço galvanizado terá capacidade capacidade instalada de 550 mil toneladas por ano. É a segunda da parceria com a Nippon Steel, dona da tecnologia, na subsidiária Unigal, na qual a Usiminas tem 70% e a siderúrgica japonesa, 30%. Com o novo projeto, o total a ser vendido será de 1 milhão de toneladas por ano, gerando uma receita aproximada de R$ 2,5 bilhões a partir de 2012, quando atingir a plena operação.

O investimento na nova instalação, que entrou em operação pré-teste em abril, foi de R$ 914 milhões. O produto será também destinado para aplicações em bens de linha branca e na construção civil, entre outros não automotivos. Nesse área, a empresa chegou a ter 30% e atulamente está em torno de 5%. "Queremos voltar ao patamar anterior", disse Sérgio Leite, vice-presidente de negócios. No setor automotivo, o mercado premium, o objetivo é ficar em torno de 40%.

Uma meta da Usiminas é recuperar mercados, perdidos ao longo da década passada, tanto para novos entrantes, como a ArcelorMittal, como para a importação. Nas vendas totais, dos atuais 45% a 50%, a empresa quer voltar a ter 60%, com forte presença na indústria automotiva.

Com foco no mercado interno, a Usiminas está, a partir deste mês, reduzindo suas exportações de 25% para 11%. "No cenário atual, exportar é perder dinheiro", afirmou Brumer.

Fonte:

Guia Oil&Gas
Publicação: 23/05/2011

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