A Usiminas fechou na semana passada o segundo contrato de " fornecimento de estruturas metálicas para moradias do Minha Casa, Minha Vida. Após ter assinado contrato para fornecer o produto a unidades do programa no Rio de Janeiro no início do ano (leia mais abaixo), a siderúrgica entrará em mais mil unidades residenciais em Castanhal, no Pará. "Esse contrato é para fornecer as estrutura para 50 edifícios de cinco andares e 20 apartamentos por prédio. O valor do projeto é da ordem de R$ 9 milhões", afirma ao BRASIL ECONÔMICO diretor de vendas da empresa, Ascanio Merrighi.
A siderúrgica irá fornecer 1,25 mil toneladas de aço na forma de tubos estruturais desenvolvidos pela subsidiária Soluções Usiminas. A pré-montagem das estruturas ficará por conta da mineira Pórtico Construções Metálicas e a paraense Metalúrgica Magalhães. No canteiro de obras, a instalação será feita pela Imaço. O objetivo é entregar os primeiros 15 edifícios em seis meses e o restante dos módulos habitacionais em até um ano e meio. "Estamos conseguindo a melhor entrada da história de estruturas de aço no mercado imobiliário", diz.
Segundo Merrighi, a produtora mineira de aço negocia mais dois contratos para o Minha Casa, Minha Vida na região metropolitana de Belém. "Estamos com expectativas muito boas em canteiros que negociamos com os mesmos incorporadores de Castanhal", sinaliza.
Caso tenha êxito, a Usiminas fornecerá estruturas para mais 82 edifícios de 20 apartamentos cada, totalizando 1.640 unidades habitacionais. A meta da empresa é participar de 10% das obras do programa federal
Siderúrgica fecha contrato para o uso de estruturas metálicas em 1.000 apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida, no Pará e negocia duas vendas para 1.640 unidades de Belém
voltado para famílias com atétrês salários mínimos. "É o potencial que enxergamos para contribuir com a rapidez das obras do Minha Casa, que não estão atingindo os resultados planejados pelo governo por causa da morosidade do processo tradicional de construção."
O executivo avalia que a tecnologia desenvolvida pela Usiminas em parceria com universidades federais acelera as obras devido a maior facilidade para construir as fundações dos edifícios. "Conseguindo implementar as nossas soluções dentro do escopo do Minha Casa, poderemos ampliar esse potencial do atendimento das metas do programa", diz Merrighi.
Apesar da perspectiva, ele indica que ainda há resistência das construtora com as estruturas metálicas. "Existe muita resistência por medo de patologias construtivas (problemas após entrega da obra), que são maiores na alvenaria tradicional."
O passo para vencer a resistência será fechar contrato com uma construtora de grande porte. "Estamos em conversar adiantadas com uma das maiores construtoras do país para ter uma parceria tecnológica sólida não apenas para uma obra, mas para consolidar o desenvolvimento de tecnologia na prática com a resposta rápida que o mercado precisa", indica.
Outro passo será oferecer painéis para fechamento dos prédios, um tipo de parede com aço para completar as obras, para colocar uma solução completa no mercado até o primeiro semestre de 2012. "Estamos desenvolvemos uma parceria com um fabricante de painéis para fazer não apenas a estrutura dos edifícios, mas o fechamento e a construção das partes internas com paredes a seco", indica.
Isover / Brasil Econômico
Publicação: 16/11/2011