Recentemente, Martins afirmou que a Vale pretende investir esse anomais de US$ 1 bilhão em seus projetos siderúrgicos. Hoje a Vale participa dos projetos ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico(CSA), Aços Laminados do Pará (Alpa), Companhia Siderúrgica do Pecém e Companhia Siderúrgica de Ubu (CSU). No total, esses projetos devem adicionar uma capacidade de produção de 18,5 milhões de toneladas de placas de aço.
Martins afirmou que a diferença entre o preço do frete para o minério de ferro entre Brasil e Austrália, o principal concorrente do Brasil para a venda da matéria-prima, está hoje em US$ 10. "Essa diferença já foi de US$ 60. Não é bom que nosso principal concorrente tenha uma lucratividade muito maior do que a nossa", disse o executivo, que participou hoje do Congresso da Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM), em São Paulo. Na Austrália estão as produtoras de minério de ferro Rio Tinto e BHP Billinton.
O diretor da Vale disse ainda que um dos principais desafios da mineradora hoje é logística e infraestrutura, exatamente para conseguir vencer as vantagens da localidade das minas australianas. "A Vale sempre teve que competir com as australianas. As minas da Austrália estão a 300 quilômetros dos portos e no Brasil estão a 800quilômetros", destacou. Além disso, Martins lembrou que as mineradoras australianas estão também muitos mais próximas a China, hoje a maior consumidora de minério de ferro do mundo.
Segundo o diretor da mineradora brasileira, a Vale decidiu investirem navios de grande porte, assim como ampliar seus aportes em transportes, após a eclosão da crise financeira mundial em 2008. "Nós estamos associando isso a investimentos em centros de distribuição. Mesmo com as minas longes, estamos começando a ficar mais perto dos clientes", disse.
O diretor da Vale reafirmou hoje que, apesar dos esforços da mineradora brasileira em diversificar seus negócios em outras regiões, a China deve se manter como a maior consumidora de minério de ferro. "O mercado americano e europeu está maduro e o crescimento vai se dar na Ásia", disse.
Infomet / iG
Publicação: 20/07/2011