A mineração precisa reinventar suas práticas de trabalho para continuar crescendo, depois de muitos erros cometidos no passado. Quem afirma é o diretor de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Vale S.A., Luiz Cláudio Ferreira Castro.
Para Castro, a atividade mineral deve deixar de ser vista apenas como escavação de buracos para extração de minérios. "Novas técnicas são necessárias para que possamos reinventar processos, reduzir o consumo de energia e recursos e estabelecer práticas mais adequadas na relação com o meio ambiente", afirma o diretor da empresa. Para ele, também se faz necessário trabalhar com uma visão de futuro na questão do desenvolvimento social local. Isso significa adotar estratégias de desenvolvimento de emprego e renda.
Segundo ele, uma mineradora se torna sustentável a partir do momento em ajuda a comunidade a buscar outras formas de se desenvolver após o esgotamento das reservas minerais, que são finitas. Trata-se de um conceito recente, explica. Nos últimos trinta anos, praticamente nenhuma empresa do setor se preocupou em planejar o fechamento de minas ou em criar estratégias de sustentação de um novo ciclo econômico a partir do encerramento do ciclo mineral. A Vale investe hoje cerca de US$ 900 milhões por ano em programas de sustentabilidade social e ambiental e mais US$ 400 milhões anuais em desenvolvimento tecnológico.
Infomet / O Estado de São Paulo
Publicação: 04/12/2009