Inúmeras são as vantagens deste tipo de construção, bem como:
Nas construções de residências com o Sistema Construtivo em Steel Framing, os componentes estruturais estão geralmente revestidos e envolvidos em ambientes secos (atmosfera indoor), e consequentemente a taxa de corrosão do zinco deverá ser muito baixa.
De acordo com as especificações de revestimento mínimo exigidos pelo sistema, o zinco pode facilmente garantir a proteção do aço para toda vida útil da habitação, considerando que a edificação esteja dentro das normas e não sujeita a vazamentos constantes de água ou excessiva umidade que possa atingir o interior das paredes, que danificam não apenas o aço, mas qualquer outro tipo de material construtivo.Recomenda-se em geral a utilização nas paredes das construções de uma barreira de vapor feita com materiais “não-tecidos”, principalmente para as regiões marinhas, devido à sua ação de filtração, que não permite a passagem de vapores e névoa de cloretos, contribuindo de maneira direta para aumentar a durabilidade das edificações nestes ambientes.
Consequentemente um vasto mercado potencial traz oportunidades de desenvolvimento de novos materiais e produtos para as grandes siderúrgicas brasileiras.
O Brasil é um dos maiores mercados emergentes do mundo na área de construção civil, nota-se a presença de alguns fabricantes internacionais integrados no sistema, que possuem planta fabril em nosso território :LAFARGE, PLACO, KNAUFF, ETERNIT, GRUPO SAINT GOBAIN (BRASILIT-VITRAGE-ISOVER-QUARTZOLIT), DU PONT, BASF que juntamente com as siderúrgicas nacionais e demais fabricantes permitem a sedimentação do sistema industrializado de forma sustentável.
Na indústria da construção residencial, nos Estados Unidos e Canadá o mercado previsto é de 14.5 Mt, anos 2001/2002 de aços galvanizados. O consumo real neste segmento atualmente é de 1.5 Mt indicando assim um potencial de crescimento muito importante. A grande maioria dos produtos são na forma de perfis leves galvanizados e obtidos através do processo de perfilação contínua (ROLL FORMING).
Apenas recentemente a indústria da CONSTRUÇÂO CIVIL está se voltando para a implementação de processos industrializados fazendo com aspectos como CUSTOS, QUALIDADE e RACIONALIZAÇÂO permitam o incremento do consumo do aço classe LGSF => aços galvanizados e patináveis.
Comparativo do consumo de aço “per capita” na construção civil:Brasil: 4,5 kg / hab/ ano
EUA: 18,0 kg/ hab/ ano
Canadá: 20,0 kg/ hab/ ano
Inglaterra: 25,0 kg / hab/ ano
Espanha: 20,0 kg/ hab/ ano
Japão: 68,0 kg/ hab/ ano
No que concerne a EDIFÍCIOS NÃO RESIDENCIAIS DE ANDARES MÚLTIPLOS a aplicação da ESTRUTURA METÁLICA têm a seguinte distribuição:


O comércio de casas pré fabricadas ou industrializadas pelo mundo corresponde com um intercambio de valores da ordem de US$ 2,5 bilhões. A participação do Brasil nesse segmento é insignificante e poderá ser mais efetiva agora com o domínio da tecnologia que permite a integração de um produto consolidado mundialmente e a participação efetiva dos componentes totalmente nacionalizados com preços competitivos.
Por interesses estratégicos do governo americano, na década de 80 iniciaram-se estudos para a normalização técnica do uso do aço na CONSTRUÇÃO CIVIL, em particular o segmento altamente demandada das construções residenciais. Como consequência institutos como NAHB e AISI nos Estados Unidos implementaram um PROGRAMA DE NORMATIZAÇÃO TÉCNICA para a utilização do aço em STEEL FRAME (Painéis Industrializados de Aço).
No Brasil, após um trabalho de 18 meses onde participaram, integrantes da cadeia produtiva, CEF –Caixa Econômica Federal, entidades como IBS, Astic, Abragesso, junto ao Siduscon/SP foi elaborado e aprovado o documento “Sistema Construtivo Utilizando Perfis Estruturais Formados a Frio de Aço Revestido” –Requisitos Mínimos, que possibilita a destinação de recursos financeiros federais para construções que utilizam o sistema steel framing.
Os aços estruturais aplicados no segmento STEEL FRAME utilizam materiais com controles da qualidade rigorosos através do suporte das NORMAS e ESPECIFICAÇÕES AISI e ASTM e os perfis galvanizados leves são produzidos a partir da matéria prima na forma de BOBINAS LAMINADAS. O consumo PERFIS LEVES basicamente pressupõem a utilização de processos de conformação contínua, com altas produtivas e atuando em escalas adequadas.Os produtos como consequência do uso da TECNOLOGIA AVANÇADA são apresentados com características de tolerâncias bastante controladas. São utilizados também procedimentos na produção com apoio dos sistemas de informatização permitindo a obtenção dos produtos CONFORMES e PADRONIZADOS.
Por causa das dificuldades de fabricação no canteiro de obras os componentes de ESTRUTURAS DE TELHADOS (Steel Truss) são produzidos em empresas especializadas para este tipo de produto permitindo assim uma maior produtividade na elaboração dos sistemas e a padronização e disponibilização para o uso no mercado.Sendo a aplicação do uso do STEEL FRAME crescente o que se observa de forma dinâmica é a disponibilização e o surgimento de novas soluções:

Indiretamente provocam a necessidade de novos enfoques no que concerne aos materiais e sistemas associados ao processo construtivo => fundações, revestimentos, sistemas de fixação e ancoragem, etc.
Existe um parque industrial importante no Brasil, fabricantes de PERFIS MÉDIOS e LEVES, que ainda não participam efetivamente do processo por falta de conhecimento do SISTEMA INDUSTRIALIZAÇÃO e como interagir com o mercado da CONSTRUÇÃO CIVIL.
Este novo sistema construtivo foi introduzido no início dos anos 90, e começou a ser mais usado em construções comerciais e residências. Algumas firmas construtoras como Impar, Rossi, Cyrella e Metodo estão usando o sistema DRYWALL para fechamento interno na maioria dos prédios que estão construindo. Mas o maior alvo destas empresas é introduzir o uso para as pequenas construtoras, responsáveis por cerca de 80% da construção residencial no Brasil.
O comércio do gesso acartonado está estimado em 12 milhões de m2, mercado muito pequeno se comparado aos 2,0 bilhões de m2 nos EUA. Entretanto, este mercado tem crescido 50% anualmente desde 1996 e deve continuar a expandir nos próximos anos. Prevendo um estável crescimento do mercado, os principais fabricantes do gesso acartonado construíram plantas no Brasil nos últimos anos. A primeira empresa a iniciar produção no Brasil em 1995 foi a Lafarge. Em seguida, a fabricante Placo entrou no mercado em 1996 com produtos importados, iniciando a produção local em 1999. Neste mesmo ano, a companhia Knauf trouxe ao mercado produtos importados, e inaugurou uma planta de fabricação em fevereiro de 2000.
Os investimentos da Knauf também incluem a construção de uma planta para produção dos perfis estruturais do sistema DRYWALL.

Estas três empresas fabricantes do gesso acartonado estão juntamente desenvolvendo um mercado praticamente inexistente até 1995. Elas oferecem constantemente cursos técnicos para instalação do DRYWALL, uma profissão que não existia até poucos anos atrás. Os fabricantes tem planos de treinamentos constantes para formação de mão de obra através do SENAI, uma instituição de treinamento profissional sustentada pela Federação das Indústrias Brasileiras. Além destes esforços para treinamento, a ASTIC (Associação de Tecnologias Integradas na Construção) que inclui empresas que suprem a necessidade de produtos como perfis metálicos , isolamentos termoacústicos, janelas, etc., compatíveis ao sistema DRYWALL.
ASTIC tem organizado seminários semestrais em diferentes regiões do Brasil, envolvendo arquitetos e engenheiros, para promover novas tecnologias focadas no uso extensivo do sistema industrializado.
O estabelecimento destas três empresas européias de gesso acartonado no Brasil e seus substanciais investimentos na fabricação, comércio e treinamento indicam o potencial de crescimento que o Brasil oferece aos perfis de aço galvanizado usados para estrutura DRYWALL.
Nota-se a preocupação das siderúrgicas no aspecto de divulgação e institucionalização do uso do aço na construção com a criação recente do CBCA – Centro Brasileiro de Construção em Aço.
Cabe aqui identificar alguns aspectos que deveriam nortear, neste estágio, os fornecedores da MATÉRIA PRIMA AÇOS => SIDERÚRGICAS LOCAIS:
A Kofar Produtos Metalúrgicos Ltda. tem participado de forma efetiva e com grande esforço de seu corpo técnico desde o ano de 1999, da totalidade dos empreendimentos em steel frame no Brasil e da exportação das primeiras unidades habitacionais para outros países. Agora em sintonia com o interesse público e político lançou com grande sucesso CASA DIGNA KOFAR, projeto que pretende dinamizar sua produção interna e realizar o sonho de uma parcela dos brasileiros sem moradias e contribuir para diminuição do déficit habitacional estimado em 7 (seis) milhões de moradias.
Cliente: KOFAR
Projeto de Arquitetura: Consultor técnico Kofar
Engenharia: Hélcio Hernandes - Eng. Civil
Diretor Técnico: ASTIC- Associação de Tecnologias Integradas na Construção.
Membro da associação: CFSFA- Cold Formed Steel Frame Association
Agradecimentos: KOFAR